Desde a independência, em 1975, São Tomé e Príncipe tem sobrevivido sobretudo graças ao apoio externo. Cerca de 90 por cento do Orçamento Geral do Estado continua a ser assegurado pelos parceiros internacionais. Contudo, meio século depois, os problemas persistem e os desafios permanecem significativos.
“Tem, sobretudo, a ver com a necessidade de reforçarmos as nossas instituições e de definirmos estratégias e objetivos comuns partilhados por todos”, afirmou o empreendedor António Aguiar.
No âmbito da Quinzena da Cidadania, que decorre no país, a cooperação e o desenvolvimento estiveram no centro de um debate.
“O governo, que detém o poder executivo, devia cooperar de forma mais estreita com o setor privado, se quer desenvolver o país”, defendeu Milú Aguiar, participante no encontro, acrescentando que “a corrupção pode também comprometer os efeitos positivos da cooperação”.
Kádyma Costa, outra interveniente, questionou: “Não será porque não temos um plano estratégico de desenvolvimento para o país, ou seja, uma meta definida?”
Joaquim Rafael Branco, embaixador de carreira e antigo primeiro-ministro, sublinhou que mais de 60 por cento das ajudas externas acabam por regressar à origem. “Como o país não tem capacidade de coordenação nem de administração, os doadores procuram sempre criar ilhas de excelência dentro de cada ministério”, explicou.
Face a este cenário, António Aguiar reforçou: “Temos que promover o setor privado, porque é o setor privado que tem capacidade de gerar riqueza.”
A Quinzena da Cidadania, que se prolonga até ao dia 21 deste mês, tem como objetivo reforçar a participação cívica, promover o diálogo e valorizar o papel das organizações da sociedade civil no processo de desenvolvimento nacional.
José Bouças
Mandioca
15 de Novembro de 2025 at 13:46
O que nos falta trabalho, organização, disciplina, rigor, a responsabilidade, a responsabilização, a justiça, transparência, defesa, segurança, preservação, protecção, sustentabilidade,…em todos os projectos, sectores da vida nacional, a saber, social, cultural, político, económico e financeiro,…na instrução, educação, formação, na saúde, no desporto, turismo, na agricultura, no comércio, na transformação, na administração publica, na economia, nas finanças
Fortalecimento institucional, temos instituições fracas, a começar pela instituição familia, a base da sociedade, da comunidade, bem como de todas outras instituições nacionais, tudo que se passa nas famílias São Tomenses, se reflete ou reflectirá, nas instituições nacionais do estado.
A instrução, educação, formação, formação profissional, a responsabilidade, a responsabilização, a justiça, o trabalho e rigor são a chave.
Micócó
16 de Novembro de 2025 at 7:02
Necessidade de esbater a ideia que em África ou aqui São Tomé e Príncipe, tem instituições políticas de pensamentos/ideológico se esquerda, ou de direita, ou neoliberal, ou de socialismo, cominismo, ou sei lá o quê, isto são retóricas e verdades sociais culturais ocidentais,…
Se a unica instituições de superior de ensino somente existe a pouco tempo, com dificuldades de investigação e desenvolvimento, sem inclusão da História e verdades da Sociedades Africanos, como poderemos ter pensamentos, sem conhecermos esta realidades,..
Por isso continuamos agir condicionadamente no pós colonial, num contexto de capitalismo selvagem, hoje a entrar noutra era, da inteligência artificial, que nem conhecemos, nem investigamos, nem sabemos,…esse desfazamento de contexto, a falta de conhecimento da nossa realidade, Histórica, de pensamento e desenvolvimento Africano, tem nos submetidos, a utopias regressivas
Ainda temos/uilizamos, legislação do tempo colonial, legislação/leis que estão desatualizadas,…a nossa própria constituição da República advem do pensamento e realidades cultural Portuguesa
Enquanto jamais olharmos e conhecermos os processos, as realidades, históricos, sociologicas, antropologicas, culturais, estatísticas, sincronica/cronologicamente da evolução das nossas populações, do nosso território, haverá sempre, desfasamento de contexto,….com prejuízos sérios e irreversíveis, para o território/população/administração em África e a nivel nacional,…
Existe um mundo a duas velocidades e realidades, hoje com diferentes realidades de contexto,…
Por tudo isto pernamecemos com instituições fracas, a começar pela família, ausência de pensamento, ausência de liderança, associado a pobreza, miséria, fome de forma secular, quinhentos anos, mais cinquenta anos, ou seja há quinhentos e cinqueta anos
Relativamente a financiamento dos partidos é uma verdade o que está descrito no texto como aqui se referiu muitas vezes,…
Acrecentaria financiamento publico dos partidos, por via de votos, …proibição, punição,( os partidos políticos que viessem a usar estas práticas, pura e simplismente, deixavam de existir constitucional, e legalmente como representação político) de chamado banho nas campanhas, nas eleições,…pois este fenómeno de banho tem posto em perigo o país, território/população/administração, com financiamento, e financiadores, duvidosos muitas vezes externos, com objectivos obuscuros, de captura do estado, da sociedade, da comunidade nacional, (ninguém da nada a ninguém, sem esperar receber algo em troca, temos assistido a venda do país, degradação das condições de vida das populaçõe, instituições fracas),..o banho é a razão interna de conflitos de interesses, perseguição, lutas, ódio, etc, entre nós irmãos africanos, irmãos São-tomenses