O Presidente da República Carlos Vila Nova reagiu aos actos de vandalismo que eclodiram na última semana. «Protestar não é vandalizar, são coisas completamente diferentes», afirmou o Chefe de Estado são-tomense.
Populares da freguesia da Madalena, nomeadamente Bobô Forro, Obô Izaquente, e da própria Vila da Madalena ergueram barricadas na estrada cuja obra de reabilitação foi lançada nas vésperas das eleições legislativas de 2022. Com a legislatura perto do fim, a estrada que liga a freguesia da Madalena à vila de Santo Amaro continua só com pedras, nenhuma reabilitação de facto aconteceu.
Os sucessivos governos da ADI de 2022 a 2026 não conseguiram realizar a obra que poderia impulsionar a activiadade económica nas várias localidades dos distritos de Mé-Zochi e Lobata. Populações de Santo Amaro e da Desejada também cortaram a estrada.
No entanto, os protestos evoluíram para actos de vandalismo. Na região da Madalena que é a principal fonte de água potável que abastece a capital do país, alguns sistemas de captação e distribuição de água foram vandalizados. Situação que obrigou a intervenção das forças armadas para garantir o patrulhamento das fontes de água.
«Aguardemos que a investigação em curso anunciada pelo governo seja conclusiva, para que se possa, caso haja elementos apurar responsabilidades», sublinhou o Presidente da República.
Carlos Vila Nova condenou o vandalismo organizado, que provocou «prejuízos enormes para o país, não esqueçamos que as infra-estruturas de base são sobretudo um bem público, e são executadas com os impostos dos cidadãos», acrescentou.
O Presidente da República disse que aguarda o resultado da investigação em curso para «em função disso sabermos que passos seguir», concluiu.
Abel Veiga