Para o Presidente da República, apesar de algumas informações controversas, São Tomé e Príncipe continua a respirar paz. “Respira paz, respira alegria, e vamos continuar a trabalhar para que isso seja o nosso modo de vida em São Tomé e Príncipe”, afirmou o Chefe de Estado.
Carlos Vila Nova declarou estar a aguardar que a nova lei que suspende a justiça militar lhe seja remetida para decidir sobre a sua promulgação. “Quando me chegar às mãos, em consciência, também agirei”, acrescentou.
Esta legislação abre caminho ao julgamento do caso do massacre de quatro civis ocorrido no quartel do exército em São Tomé. “Se este for o caminho para ultrapassarmos e encontrarmos a solução para o problema, será o caminho que vamos adotar”, sublinhou.
O Presidente da República manifestou ainda preocupação com os conflitos no Médio Oriente e no mundo, destacando a guerra travada entre os Estados Unidos da América e Israel contra o Irão e as suas consequências, também para São Tomé e Príncipe.
“Infelizmente, quando rebenta uma garrafa, os estilhaços provocam estragos, e nós, tal como outros países, estamos sujeitos a esses estilhaços. Vejo esta situação com muita apreensão, porque o mundo enfrenta conflitos nunca vistos. Em pleno século XXI, quando criámos mecanismos para resolver questões por outras vias, espero que os canais diplomáticos permaneçam abertos e que o diálogo seja o caminho para a solução”, declarou.
As afirmações foram proferidas momentos antes da sua partida para Portugal, onde participou esta segunda-feira na cerimónia de tomada de posse de António José Seguro como novo Presidente da República Portuguesa.
José Bouças
Santo
10 de Março de 2026 at 10:19
Força Presidente Vila Nova, Deus no comando.