O projecto juventude com futuro – reconstruir, pertencer e prosperar, foi elaborado numa parceria entre os parceiros internacionais, o governo e o conselho nacional da juventude.
As acções a serem implementadas visam dar oportunidades aos jovens para construírem o futuro aqui em São Tomé e Príncipe.
«Cada vez mais, os jovens olham para fora do país como única alternativa para realizar os seus sonhos», alertou Dulcezia Botelho, a secretária-geral do conselho nacional da juventude.
Os dados analisados durante a elaboração do projecto indicam que a maioria dos jovens que emigram estão entre os 18 e os 35 anos. «O problema não é sair. O problema é quando sair deixa de ser uma escolha, e passa a ser a única opção», denunciou a secretária-geral do conselho nacional da juventude.

Com a sala cheia de jovens, Luc Gnonlonfoun representante do PNUD garantiu que o projecto Jovens com Futuro, tem respostas para este desafio.
«Este projecto responde directamente a esta realidade, ao apostar na formação profissional, na inserção no mercado de trabalho, no empreendedorismo e no reforço do sentimento de pertença. Esta iniciativa cria condições reais para que os jovens possam construir o seu futuro em São Tomé e Príncipe», afirmou o representante do PNUD.

~Reconstruir, Pertencer e Prosperar é o slogan do projecto que remete a juventude são-tomense, para o reencontro com as suas raízes. As autoridades nacionais acreditam que o sentimento pode projectar a juventude para a conquista da prosperidade.
«É mais no sentido de construirmos os valores. Os valores queperdemos.ao fazer uma comparação entre o que eu vivenciei enquanto jovem e aquilo que está a acontecer agora eu fico muito triste como cidadã santomense. Portanto é preciso reconstruir, pertencer, e prosperar», pontuou a ministra do ambiente e da juventude Nilda da Mata.
Projecto Juventude com Futuro foi lançado nesta semana para travar o êxodo massivo dos jovens para o estrangeiro.
Abel Veiga
Sem assunto
4 de Abril de 2026 at 10:03
Projeto com intuito de fazer oquê?
Reconstruir, prosperar e pertencer?
Pelo amor da santa! Olhem bem para a cara destes jovens, estão loucos para pirar daqui quanto antes.
Não é a primeira vez que pega se em jovens alimentam lhes a esperança, enchem lhes de certificados, para em seguida vocês mesmos lhes patrocinarem viagens.
Os nossos problemas são outros com outras raízes e muito mais profundo.
carlos Dias
4 de Abril de 2026 at 10:31
O melhor a fazer é saírem todos daí. Não há nada de concreto, apenas promessas vazias. Façam o possível para ir embora: levem os primos, os tios, os irmãos, as tias, ate cachorro, não deixem ninguém para trás. Deixe o país para os larapios que roubam ai e compram propriedades em portugal. NAO SE ENGANEM!
Por mim, apenas os mais velhos ficariam em São Tomé e Príncipe, e nós voltaríamos apenas para visitar. O país deveria ser um lugar para férias, um balneário — não um espaço onde as pessoas se sentem presas a um sistema que não oferece oportunidades reais.
Infelizmente, há muita gente que prefere manter os outros dependentes, sempre por perto, como se estivessem pedindo esmola. Eu não vivo no estrangeiro por escolha, mas por necessidade. Quando estudava, sonhava em trabalhar em instituições como a Voz da América, o PNUD ou a CST, porque me pareciam locais mais dignos e sem interferência externa de gente do MLSTP, ADI ou PCD.
Lembro-me de ter passado em primeiro lugar num concurso para dar aulas, mas chamaram a pessoa que ficou em terceiro para assumir. Tive que praticamente montar campana na porta da coordenação e do diretor de ensino para conseguir uma colocação em outro lugar. Foi uma humilhação atrás da outra.
E mais: vocês já repararam que muitos santomenses adultos estão com problemas dentários, dentes caindo, sem acesso a tratamento adequado? Há diabetes por todo lado, pressão alta por todo lado. Toda semana se ouve que alguém morreu — um vizinho, um conhecido — muitas vezes pessoas ainda entre os 30 e 40 anos.
Vocês não podem permitir viver a única vida que têm numa decadência tão grande. Fujam enquanto podem, fujam todos. Unam-se e formem uma comunidade forte em Portugal. Juntem-se, criem pequenas empresas, especialmente na área de construção. Apoiem-se uns aos outros.
E lembrem-se sempre: vocês serão emigrantes, sim — mas podem ser emigrantes com dignidade, união e propósito. Não se enganem e nem permitam ser massa de manobra de ninguém.
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