São Tomé e Príncipe já assegurou 40% dos 60 milhões de euros necessários para implementar o Plano Estratégico das Pescas e Aquacultura (2025-2034) e o Plano de Gestão das Pescas (2025-2029). A garantia foi obtida junto dos parceiros durante a mesa redonda realizada esta quarta-feira.
“Só o projeto de economia azul do BAD representa cerca de 21 milhões de euros. Refiro-me ao projeto de cabotagem azul, que prevê o desenvolvimento do porto pesqueiro de Neves, do porto de desembarque de Porto Alegre e do porto de Chimalô, na Região Autónoma do Príncipe. Investimentos que incluem infraestruturas de conservação e outras estruturas destinadas a melhorar as condições de conservação e comercialização do pescado”, destacou Nilton Garrido, Ministro da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural.
A União Europeia confirmou igualmente a continuidade do apoio ao setor pesqueiro nacional. “A União Europeia, no âmbito do apoio sectorial, disponibiliza 500 mil euros anuais e demonstrou abertura para reajustar as atividades em função das prioridades definidas no nosso plano estratégico”, acrescentou o governante.
Algumas organizações não-governamentais, embora não disponibilizem financiamento direto, comprometeram-se a facilitar a mobilização de recursos. “Mostraram-nos caminhos para aceder a fundos, com o apoio técnico e a assessoria da FAO”, sublinhou Nilton Garrido.
Com um mar territorial 160 vezes superior à superfície terrestre, o setor das pescas assume caráter vital na economia do arquipélago. Em São Tomé e Príncipe, mais de 30 mil pessoas dependem da pesca artesanal como principal fonte de sustento.
José Bouças