Sociedade

São Tomé e Príncipe vai inaugurar o primeiro laboratório de anatomia patológica

O laboratório instalado no Hospital Ayres de Menezes, o primeiro a funcionar em São Tomé e Príncipe, vai permitir realizar diagnóstico patológico e melhorar a prestação de cuidados de saúde.

O laboratório de anatomia patológica a ser inaugurado no dia 8 de maio vai permitir diagnósticos mais rápidos e precisos, em particular no cancro, reduzindo a dependência do exterior e tornando o tratamento mais acessível. Além do diagnóstico, o laboratório vai servir como polo de formação de profissionais de saúde -patologistas, técnicos de laboratório e outros especialistas -,e como fonte de dados epidemiológicos, o que vai permitir conhecer melhor a realidade oncológica do país, apoiar a formulação de políticas públicas e a integração futura do Hospital em redes de investigação.

O perfil epidemiológico de São Tomé e Príncipe tem vindo a alterar-se de forma significativa, sendo as doenças não transmissíveis o principal desafio de saúde pública, com as doenças oncológicas a contribuírem para o perfil de mortalidade, representando cerca de 13% do total.

O aumento da incidência de casos, associado ao diagnóstico tardio, à limitada capacidade de tratamento e à insuficiente integração dos cuidados, coloca o cancro como um dos maiores desafios para o sistema de saúde e para o bem-estar da população. O cancro representa cerca de 38% das evacuações, realizadas entre 2019 e 2025, evidenciando a forte dependência de serviços externos para diagnóstico e tratamento especializado.

A criação do laboratório surge na sequência de um pedido do Ministério da Saúde santomense à Fundação Gulbenkian para que apoiasse um projeto que permitisse a realização de diagnóstico patológico no principal hospital são-tomense.

Este projeto conta com a parceria técnica do IPO-Porto e da Universidade Fernando Pessoa, que apoiaram na montagem do laboratório e no acolhimento dos profissionais de saúde santomenses para a realização de estágios em contexto de trabalho.

Fonte – Serviço de Comunicação da Fundação Calouste Gulbenkian

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