PCD é o primeiro partido político criado no país durante o processo de instalação da democracia pluralista em 1990. Na altura tinha a designação Partido da Convergência Democrática – Grupo de Reflecção (PCD-GR).
Ganhou as eleições legislativas de 1991 com maioria absoluta, e garantiu a eleição de Miguel Trovoada, como o novo Presidente da República. Foi assim, constituída a Nova República em São Tomé e Príncipe.
«É verdade que o PCD depois de ter ganho as eleições de 1991, e de ter governado o país durante 3 anos, sem ter cumprido a legislatura, nunca mais voltou ao poder de forma consistente, porque voltou a estar na governação do país em coligação com outra força política», explicou João Bonfim o Presidente do PCD.


2026 é o ano das eleições gerais e o PCD promete renascer, depois de ter caído em desgraça política tendo perdido em 2022 a representação no parlamento.
«O PCD seguiu uma estratégia que acabou por não ter dado resultado. O PCD apagou-se num processo que se chamou de movimento para as eleições de 2022 e as bases foram falsas, e o resultado foi um fracasso total», sublinhou o presidente do partido.
O renascimento do partido foi sentido no congresso realizado na última semana. A militância do PCD voltou a encher o anfiteatro do palácio dos congressos.
«Trabalhamos durante algum tempo na elaboração de um projecto para governar São Tomé e Príncipe nos próximos 4 anos. Tem uma opção estratégica que é o modelo de supressão da importação», anunciou João Bonfim.


O PCD pretende voltar ao poder nas eleições legislativas de setembro próximo, para implementar o novo projecto de governação.
«O país não deixa de importar, mas vai importar o menos possível. Trabalhando nos recursos nacionais promoverá o emprego, e aumentará as contribuições para as contas públicas gerando um mecanismo de poupança», reforçou.
Segundo o presidente do PCD, o projecto de governação é transversal, mas destacou o sector da educação, como um dos alvos da reforma. «Reformar a educação que será virada para a realização prática. A estratégia tende a levar a educação a apostar nas engenharias. Temos de aprender a transformar, e rentabilizar os recursos nacionais», afirmou João Bonfim.
PCD condena o culto de personalidade que foi introduzido na política nacional. São Tomé e Príncipe deve ser colocado acima de todos, defende o partido que promete fortalecer a democracia, combater o culto de personalidade, e combater de forma cerrada a corrupção.
Para as eleições presidenciais de julho, o presidente do PCD disse ao Téla Nón que não será candidato e que internamente o partido não encontrou qualquer militante interessado em concorrer às eleições presidenciais.
João Bonfim disse que está concentrado nas eleições legislativas com o objectivo de ser o próximo primeiro-ministro.
Mas, o PCD já sabe que candidato, ou possível candidato vai apoiar nas eleições presidenciais.
«O PCD estava a ser muito perseguido pelo 18º governo, o fim do 18º governo e o advento do 19º trouxe tranquilidade ao nosso país. Há personalidades e órgãos que têm combatido o desmando, e o desrespeito pelas instituições. Nós iremos estar ao lado dessas entidades e personalidades», concluiu João Bonfim.
PCD quer renascer em 2026 para influenciar o futuro político de São Tomé e Príncipe.
Abel Veiga