Política

Eurídice Dias assume a Presidência da Justiça são-tomense que está nas ruas da amargura  

Eurídice é uma personagem de destaque no filme brasileiro “Orfeu Negro”. Chorou e sentiu-se nas ruas da amargura, quando perdeu o seu amado Orfeu. A Justiça são-tomense que para o povo “pequeno” há longos anos se transformou num “Drama de Perdição” passou na última semana, a ser presidida por uma mulher, de nome Eurídice.

«Não é de hoje, que a justiça por assim dizer está nas ruas da amargura, mas também um bocado por nossa culpa», declarou a nova Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, após ter sido eleita com 4 votos a favor, num colectivo de 5 juízes conselheiros, que compõem o Supremo Tribunal de Justiça.

Juíza Conselheira do Supremo Tribunal de Justiça, Eurídice Dias assumiu a presidência interina do mais alto órgão do poder judicial do país, durante 1 ano, na sequência da jubilação forçada por causa de uma difamação radiofónica, contra o ex-Presidente do Supremo Tribunal, o juiz Conselheiro Manuel Silva Gomes Cravid.

O Juíz Conselheiro Leonel Pinheiro foi o adversário derrotado. «Quero parabenizar o meu colega Drº Leonel. Fomos opositores neste acto eleitoral, mas somos colegas. No último ano estivemos a partilhar, nomeadamente eu na presidência do Supremo Tribunal e o Drº Leonel no Conselho Superior Judiciário», afirmou a Presidente do Supremo Tribunal de Justiça.

Segundo a Juíza presidente, a harmonia e a concórdia que marcaram o relacionamento laboral com o seu colega Leonel Pinheiro, deve continuar e ser extensivo a todo a todo o Tribunal.

«Eu espero que este espírito que desenvolvemos ao longo deste último ano, possa continuar. Não só em relação ao Drº Leonel, mas também a todos os meus pares Juízes conselheiros extensivo aos juízes de direito, aos funcionários», sublinhou.

Agora legitimada como Juíza Conselheira Presidente do Supremo Tribunal de Justiça Eurídice Dias apela à união de todos, para tirar a justiça são-tomense das ruas da amargura.

«Eu gostaria de congregar a todos para que nós nos juntemos em prol da Justiça são-tomense. Então fazendo esta meia culpa (reconhecimento pela presidente do STJ de que os magistrados e funcionários judiciais têm um bocado de culpa pelas ruas da amargura), eu quero aqui apelar a todos que possamos unir para o bem da justiça são-tomense. Da minha parte farei tudo que puder para servir e melhor servir», concluiu.

O colectivo de 5 juízes do Supremo Tribunal de Justiça é marcado pela juventude. Uma nova geração de magistrados domina o Supremo Tribunal de Justiça, com destaque para duas jovens juízas eleitas recentemente pela Assembleia Nacional.

O Supremo Tribunal de Justiça agora composto cria expectativas sobre o julgamento do caso 25 de novembro de 2022, pelo Tribunal Judicial. Trata-se de uma das aspirações do povo são-tomense manifestada pelos seus representantes na Assembleia Nacional, através de uma resolução que suspendeu as actividades do Tribunal Militar.

Abel Veiga 

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