A Petrobras adquiriu 75% da participação da Oranto Petroleum no Bloco 3 da Zona Económica Exclusiva de São Tomé e Príncipe. A Oranto mantém agora 15%, enquanto a Agência Nacional de Petróleo conserva os 10% restantes.
É o primeiro dos quatro blocos petrolíferos do arquipélago em que a Petrobras assume a função de operadora.
“Dúvidas não restam de que a Petrobras vê São Tomé e Príncipe como um país com grande potencial para a prospeção e, eventualmente, para a descoberta comercial de petróleo”, afirmou Álvaro Silva, Diretor Executivo da Agência Nacional de Petróleo.


O Bloco 3 fora adjudicado à Oranto Petroleum em 2011, mas quinze anos depois a empresa decidiu transacionar a maior parte da sua participação à gigante brasileira. “Estamos a criar uma nova carteira de projetos exploratórios no âmbito desta nova onda de esforços para realizar descobertas significativas na costa atlântica”, declarou Marcos Galvão, Diretor da Petrobras.
Ebube John-Nwusi, representante da Oranto Petroleum, acrescentou: “Queremos que tenham sucesso. O vosso sucesso é também o nosso sucesso, em benefício do povo de São Tomé e Príncipe.”
Mais de três décadas após o anúncio do início da prospeção, o país continua sem resultados comerciais, tanto na zona conjunta com a Nigéria como na sua própria ZEE.
“O facto de sabermos que há petróleo leva as empresas a continuar a perfurar até que, um dia, a sorte grande sorria ao Estado santomense”, sublinhou Álvaro Silva, que apelou à paciência e à esperança do povo.
José Bouças