Cultura

Fundón Pepê evolui para Escola de Cultura

A casa de música e lazer criada pelo músico Pedro Lima, vulgo Pepê Lima, na zona de Almas continua a ser referência para os são-tomenses que buscam reencontrar-se com a sua identidade musical nas noites de sextas-feiras.

O valor cultural do espaço onde a música é originalmente são-tomense, levou o Ministério da Educação e Cultura a assinar um protocolo com o proprietário Pedro Lima, no sentido de evoluir para uma Escola da Cultura.

Fundón Pepê, na pessoa do seu proprietário Pedro Lima, é um depósito de conhecimento da música e dança de São Tomé e Príncipe. A Rumba, a  Ússua, e outros géneros de músicas são-tomenses, fazem história do espaço de lazer e também do próprio músico Pepê Lima.

Para além de ser destro na composição de versos em crioulo fôrro, que metaforicamente transmitem mensagens profundas da realidade são-tomense, Pepê Lima, é hábil na definição dos ritmos que dão melodia as suas composições.

Ritmos genuínos, que estão a desaparecer do actual panorama musical. «Estamos a pedir através deste protocolo é que além da diversão, das noites de rumba nas sextas – feiras, que seja também uma escola da cultura. Que os professores, possam vir para aqui aprender de facto como é que se dança uma verdadeira rumba. Quais são os nossos ritmos genuínos e toda a história criada a volta da nossa música, dos nossos ritmos da nossa dança de forma que possam passar para os mais novos, e sejam eles os continuadores e defensores da nossa cultura», declarou o Ministro da Educação e Cultura Jorge Bom Jesus, na cerimónia que decorreu nas instalações do Fundón Pepê.

O Ministro Jorge Bom Jesus, definiu Pepê Lima como sendo um monumento da música são-tomense.

Desde muito jovem que Pepê Lima se destacou na música são-tomense. As metáforas do crioulo fôrro profundo, foram sempre a sua arma preferida, para transmitir mensagens diversas. Para alertar, aconselhar, sensibilizar e criticar tudo…da sociedade à política.

No regime monopartidário, a sua mensagem chocou com o então poder e chegou a ser detido. Mas nunca conseguiram calar Pepê Lima. No regime pluripartidário a partir de 1990, continuou a ser músico de intervenção. Versos melodiosos de Pepê Lima foram interditos nos órgãos Estatais de comunicação social, durante os mandatos de Miguel Trovoada e de Fradique de Menezes como Presidentes da República.

Tibério foi uma das composições posta em causa durante o mandato de Fradique de Menezes. Mais recentemente cantou Dentxi Betu, que também foi censurada pelos órgãos do Estado. Quando o décimo quarto governo constitucional caiu, a música Dentxi Betu começou a passar livremente na Rádio Nacional.

A voz coerente de Pepê Lima, que dá vida a música são-tomense há mais de 30 anos, deverá agora ecoar para despertar os jovens para a sua identidade são-tomense.

O músico agradeceu o ministério da educação por ter dado asas a um projecto antigo, que é transformar o Fundón Pepê, num centro de conhecimento da música e dança de raiz são-tomense.

Abel Veiga

    4 comentários

4 comentários

  1. DE STP

    14 de Julho de 2014 as 15:06

    Olha este! Francamente!!!!! Esta escola não há-de formar ninguém com valores que a cultura e o próprio país precisa, pois este indivíduo não tem para dar a si como há-de ter para dar a alguém!!É só ver como se vende a meia dúzia de tostões até para promover corruptos! Quem se dá ao tempo de ouvir a sua música, sabe disso!

    • Democracia

      14 de Julho de 2014 as 19:26

      Subscrevo-me totalmente a opinião proferida pelo De STP!
      O Pepê Lima não é um verdadeiro defensor da nossa cultura musical, porque as suas músicas não refletem a realidade são-tomense, mas sim, estão ao serviço de partidos públicos, que o subornam para tirarem dividendos públicos.
      Infelizmente, o referido cantor não é bom exemplo para gerações vindouras! Abaixo aqueles que não veem meios para atingir os fins.

  2. Manuel Vicente Sousa

    14 de Julho de 2014 as 18:45

    Isso é graxa pré-eleitoralista e nada mais, mas o Pedro não é tótó. Ele saberá separar o trigo do joio.

  3. Lucio Santos

    5 de Setembro de 2014 as 22:50

    O comemtario de que o Pedro Lima nao tem nada a transmitir aos jovens Sao-Tomenses me cheira a um artigo de alguem que nada sabe sobre a nossa cultura. O que e, e e a historia nao admite preconceitos. O Pepe Lima e msmo um simbolo da nossa cultura e os jovens tem muito a aprender com ele. Deixo aqui os meus parabens ao Peppe pela a sua preocupacao com a cultura de S. Tome e Principe ao longo dos anos. Um abracao a todos os que oracreconhecem o merito deste grande artista..

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