O conjunto musical “África Negra”, foi o Rei dos fundões de São Tomé e Príncipe sobretudo na década de 80 do século passado.
Oficialmente foi extinto nos finais de da década de 90. O grupo musical deixou de ter possibilidades de adqueirir instrumentos, e boa parte dos membros emigrou.

As composições do África Negra, todas no dialecto forro, carregadas de metáforas, continuam no século XXI, a pôr milhares de pessoas em África e na Europa a dançar. O valor das músicas do África Negra, pode ser comparado a do grupo musical das Antilhas, os Kassav. O tempo passou, mas a qualidade das músicas continua actual, com muito mais valor do que as composições atabalhoadas dos dias de hoje.
Em São Tomé e Príncipe, o África Negra ficou no passado, mas na Europa continua a ser uma actualidade. Só neste ano, João Seria e os seus companheiros das guitarras e das baterias, reviveram por duas vezes consecutivas, no meio do enorme público Europeu as maravilhas do África Negra.

A mais recente digressão do África Negra pela Europeu aconteceu em Junho, último. Leonildo Barros, violinista do África Negra que há vários anos reside em Portugal, dá conta da diferença que o seu agrupamento musical, continua a a ser no panorama musical são-tomense. «É um momento de muito orgulho pôr o nome de São Tomé e Príncipe, a ser enaltecido nos grandes palcos Europeus», referiu o violinista.
João Seria, o vocalista principal, que ascendeu ao título de General, garante que o África Negra, jamais morrerá. «O Africa Negra nunca vai morrer e mesmo com os 71 anos de idade que tenho, vou continuar a cantar sempre e levar o nome de São Tomé e Príncipe, bem longe», sublinhou.
Nas principais praças Europeias, São Tomé e Príncipe é cada vez mais conhecido, pelos sons do África Negra, pelas músicas produzidas na década de 80. A enorme qualidade das composições, não enfastia, pelo contrário é cada vez mais actual.
Prova evidente de que o África Negra ainda tem vida longa, é a produção de um novo disco. Intitulado “Alia cu Ómali”(Areia e o Mar), o CD estará no mercado dentro de dois meses.
Nesta empreitada para o seu reavivamento musical, o África Negra contou com o apoio do grupo “Filhos Únicos” e do cidadão são-tomense radicado em Portugal Jess Flander.
As sucessivas digressões do África Negra pelo continente Europeu, onde o nome e a imagem de São Tomé e Príncipe são promovidos, nunca contaram com o apoio da Direcção da Cultura de São Tomé e Príncipe, ou do Governo da República.
Abel Veiga
Seabra
26 de Julho de 2018 at 17:16
A Africa Negra, é um grupo musical por EXCELÊNCIA. Merece ter a reputação RELÍQUIA, pelas pérolas musicais, estilo e letras das canções ,numa única linguagem universal : fazer dançar e dar alegria,numa atmosfera de paz e de brincadeira. Muitas pessoas curtem e dançam ao ritmo da AFRICA NEGRA sem compreender uma só palavra…Vi dançar “Carambola” numa recepção nos Estado Unidos.
LONGA VIDA E BOM SUCÊSSO AO AFRICA NEGRA.VIVA STP!
Seabra
27 de Julho de 2018 at 15:37
…meu Deus ! Mesmo quando não se falar de política ou de algo que possa suscitar opiniões diferentes, há que vem – me pôr 1 NÃO (que eu chamo de MÁ FÉ). Ora que falo de evento positivo , bom e satisfatório para todos os sãotomenses. Em vez de porêm NÃO simplesmente, façam argumento, porque esta pessoa *que sei de quem se trata*
está longe de ter coragem de me enfrentar, mesmo por escrito.
Silvestre Ceita
27 de Julho de 2018 at 5:04
África Negra é o cartão de visita santonense. Meus parabéns aos África Negra, aos Filhos únicos e ao Jess Flander, um jovem batalhador que sempre preservou e divulgou a nossa cultura
ONDE MESMO?
27 de Julho de 2018 at 7:35
Sem dúvidas os ÁFRICA NEGRA continuam a dar show no exterior do país. Para isso é de agradecer os promotores, e realçar e de que maneira o último parágrafo do artigo do Tela Non – “As sucessivas digressões do África Negra pelo continente Europeu, onde o nome e a imagem de São Tomé e Príncipe são promovidos, nunca contaram com o apoio da Direcção da Cultura de São Tomé e Príncipe, ou do Governo da República” -. Esperemos que o governo entenda que só com o apoio e a promoção da n/cultura da qual os África Negra são realmente Embaixadores é que poderemos colocar o nome de S. Tomé e Príncipe na senda cultural mundial.
Madiba
27 de Julho de 2018 at 9:58
Eu, com os meus 50 anos ainda dancei de que maneira as músicas do conjunto musical os África Negra.Tudo tem o seu tempo de vida útil. Mesmo não estando no activo, as sua músicas impressionam pela qualidade e melodia. De facto estavam muito avançados para época. Hoje, muitos que fizeram aquela magia ou desapareceram ou estão já com idade avançada, como é o caso do general João Seria que até vive com algumas dificuldades. Seria bom que o governo olhasse pelo menos para o caso desse senhor que acaba sendo um combatente da pátria. Até porque se alguém é combatente da pátria num país onde nunca teve guerra é de facto o senhor general João Seria com suas picantes músicas que levaram e continuam a levar o nome do país para o mundo inteiro.
Feliciano cruz
27 de Julho de 2018 at 12:26
Muito bem. Onde estão os patrocinadores/investidores para fazarem renascer o Africa Negra? Então aonde está o PT para patrocinar o Africa Negra ao invez de patrocinar a discordia e o terrorismo, já que diz ter muito dinheiro?
Daniel Nascimento
27 de Julho de 2018 at 21:18
Parabéns África Negra, vi o concerto na Bélgica, fiquei encantado com o que vi, mesmo sem o Pacheco, o Imidio, tocaram muito e o nome de STP está no top 10. Obrigado África Negra.
Tomaz Nascimento
27 de Julho de 2018 at 21:21
África Negra tem feito melhor trabalho que o Patrice Trovoada que anda enganando o Povo. Patrice deveria ter vergonha e ajudar João Seria e os elementos do África Negra
João Baptista Efígie
30 de Julho de 2018 at 12:10
Concordo com o Seabra e outras pessoas que aplaudem este lendário grupo.
Fez furor, mas é mesmo furor, em Cabo Verde, nos anos 80.
Eu já estava crescido para avaliar. Aliás, ainda hoje quando se fala da cultura Santome-princense, um dos valiosos ativos dessa cultura que me vem logo à cabeça é o conjunto África Negra. Que continue até o fim do mundo são os meus votos.