Cultura

 “Kontaji de Mina Piquina” lançou 300 mil livros de contos para as crianças de STP

No Dia Internacional do Livro infantil, 2 de Abril, o ministério da educação, cultura, ciência e ensino superior, anunciou a produção e a distribuição de cerca de 300 mil livros de contos tradicionais de São Tomé e Príncipe escritos por 12 professores do ensino básico.

1500 crianças oriundas de todas as escolas básicas da ilha de São Tomé reuniram-se no largo do edifício do ministério da educação na capital São Tomé, para lerem “Kontaji de Mina Piquina” ou os contos infantis. 

«Essas crianças vieram de todas as escolas da ilha de São Tomé. Desde o Ilhéu das Rolas(sul)com 9 crianças, até o distrito de Lembá no Norte. Todas as escolas de São Tomé estão aqui representadas em maior número de crianças, e das escolas do distrito de Água Grande na capital vieram 4 a 5 crianças», declarou a ministra da educação, cultura e ciência, Isabel de Abreu.

Foi um dia de festa animada pelos contos tradicionais. O projecto Kontaji de Mina Piquina, tem o apoio do banco mundial, no quadro da iniciativa educação de qualidade para todos.

«Em parceria com o Banco Mundial nós recebemos cerca de 300 mil livros e serão distribuídos para todas as escolas, e todas as crianças.  Cada criança receberá um kit com os livros», confirmou a ministra Isabel Abreu.

As 50 mil crianças que frequentam o ensino básico estão a absorver os valores culturais através dos contos.

«O nosso objectivo é de dar às crianças a conhecer, e a valorização desses livros. Esses livros vão servir para serem trabalhados durante o matutino e o vespertino em todas as escolas. São contos formativos e inspirados na nossa realidade. É a identidade nacional que está a ser promovida», frisou a ministra.

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O Macaco e o Javali é o título de um dos contos. Uma inspiração do professor Alexandre dos Santos, que transmite para as crianças da roça Porto Alegre, a riqueza da fauna da região sul da ilha de São Tomé.

«O javali por exemplo está em extinção e muitos meninos não conhecem. O meu conto fala da vida na roça, da floresta, como preservar a floresta e os animais que nela vivem. No fundo é levar os meninos a valorizarem o que é nosso», afirmou o professor Alexandre dos Santos.

As crianças festejaram o dia internacional do livro infantil, lendo outros contos como a “Lagoa Azul”, e o “Ximidô” no Rio Água Grande. Ambos escritos pela professora Maria Georgina da Costa.

O conto Ximidô, transmite para as crianças o legado de outros tempos. Tempos em que as crianças tomavam banho no rio Água Grande. Tempos em que quando saiam da escola, iam dar um mergulho no Fundo Garrafão, como conta a professora Maria Georgina da Costa. Crianças de outras localidades banhavam no Fundo Fruta, no Fundo Melêtê, ou no Tancão.

O mito do Ximidô(consumidor), era contado pelos mais velhos, muitas vezes para dissuadir as crianças das aventuras de mergulho na água doce e límpida dos diversos rios de São Tomé.

«Isso vai servir para a promoção do gosto pela leitura», pontuou a ministra da educação, cultura, ciência e ensino superior.

Promover o gosto pela leitura, é uma das missões do Ministério da educação, que pretende utilizar os contos tradicionais do país, para transmitir às crianças os valores da identidade santomense.

Abel Veiga

1 Comment

1 Comment

  1. ANCA

    4 de Abril de 2025 at 10:39

    Muito bem

    Boa visão, estratégia

    Há que vir a valorizar as nossas linguas, o lunguié, o anguene ou angular, o forro.

    Viabilizar ensino até sexta classe de nossas línguas

    Necessidade desses livro, serem publicados, convertidos, em línguas nacionais nativas

    Ama a tua terra, as tuas gentes, o teu território, a tua cultura, a tua gastronomia

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

    Deus abençoe São Tomé e Príncipe

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