Cultura

Os livros “As pessoas invisíveis” e “Antê óla bilá, Toti”, lançados em São Tomé

“As pessoas invisíveis” do escritor português José Carlos Barros e “Antê óla bilá, Toti!”, da escritora portuguesa Isabel Mota, são duas das obras literárias que tiveram o seu lançamento oficial em São Tomé.

O livro do escritor português José Carlos Barros, é uma obra literária em que a história origina de uma viagem feita a São Tomé em 2011, que contextualiza sobre a era colonial no arquipélago são-tomense.

Apercebi-me nessa altura o tão pouco que nós conhecíamos da nossa história colonial (e) apercebi que imediatamente esses acontecimentos teriam que fazer parte de um livro que estava a começar a escrever sobre o Portugal do Estado Novo”, justificou o autor da obra.

Já o livro “Antê óla bilá, Toti!”, uma expressão em crioulo forro de São Tomé, que em português significa Até breve Toti, é uma obra da escritora portuguesa Isabel Mota,  em coautoria com Américo Rodrigues, e que convida à descoberta do universo das tartarugas marinhas, aliando ciência, educação ambiental e da valorização da língua local (crioulo forro).

Escrevemos esse livro a partir de São Tomé e Príncipe com o propósito de trazer representatividade das nossas crianças aos livros que estão disponíveis nas escolas (e) nas bibliotecas, queremos que as crianças sintam parte dos livros”, disse a coautora do livro.

A escritora de raízes são-tomense, defende uma maior criação de “literatura infantil (…) (porque) percebemos também que a maioria das escolas que estão nas escolas das nossas crianças remetem para um imaginário europeu (e) americano”.

Os dois livros foram apresentados, no âmbito da 4ªedição da Roça Língua promovida pela Associação Roça Mundo, que aposta na literatura como ponte entre culturas.

Esses dois livros para mim tem um contributo universal e nacional extremamente importante (…) as pessoas que puderem ter acesso, que leem esse livro (…) cada um com a sua mensagem e com a sua riqueza”, recomendou o escritor e advogado são-tomense, Pedro Siqueira.

Ambas as obras já foram também apresentadas ao público em Portuga, reforçando o diálogos literário entre os dois lados Atlântico.

Odjay Ceita

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