A Universidade de São Tomé e Príncipe transformou-se, esta quarta-feira, num palco de talentos e sonhos. Na quinta edição da competição de proficiência em língua chinesa, estudantes mostraram mais do que fluência — mostraram vontade de conquistar o mundo.
Ao som de tons suaves do mandarim, jovens finalistas emocionaram o público e jurados com discursos e interpretações que refletem anos de dedicação à aprendizagem da língua chinesa. O evento, organizado pelo Instituto Confúcio, conta com o forte apoio da Embaixada da China em São Tomé e Príncipe, que tem promovido o ensino do chinês desde 2019.

“O mandarim conecta São Tomé e Príncipe a uma das civilizações mais antigas e à economia mais vibrante da atualidade”, disse com entusiasmo a embaixadora Xu Yingzhen, durante a cerimónia. “Mais de 30 milhões de pessoas estudam chinês fora da China. A nossa língua é uma ponte para o futuro.”
A competição serve também de trampolim para bolsas de estudo. Ilvécio Ramos, diretor do ensino secundário e técnico profissional, explicou que os alunos que desejam estudar na China “precisam alcançar pelo menos o nível 3 de proficiência”. Segundo o diretor do ensino secundário, trata-se de uma “oportunidade para voarem”.
lvécio Ramos não escondeu o orgulho. “É com orgulho que assistimos hoje a esta demonstração de proficiência, empenho e dedicação. Aprender uma nova língua exige disciplina, curiosidade e abertura de espírito.” Em nome da Ministra da Educação, o responsável agradeceu aos professores, participantes e parceiros, deixando uma menção especial à Embaixada da China pelo “apoio contínuo e promotor de grandes transformações”.
Desde 2019, mais de 1.900 estudantes santomenses já aprenderam chinês. A língua, para além de códigos e sons, tornou-se símbolo de ambição e abertura internacional. Em cada frase pronunciada durante a competição, havia o reflexo de um país jovem a querer ir mais longe — com o mandarim na bagagem.
Waley Quaresma