Rei Amador, símbolo maior da resistência africana no Atlântico, voltou a ser evocado como figura icónica da luta pela liberdade em São Tomé e Príncipe. “Desempenhou um papel determinante na libertação dos nativos sob a dominação colonial portuguesa, durante o período áureo das plantações de cana-de-açúcar”, sublinhou Isabel de Abreu, Ministra da Educação, Cultura, Ciência e Ensino Superior.
A revolta de 1595, liderada por Amador Vieira — consagrado pela memória coletiva como Rei Amador — deixou marcas profundas na história económica, social e política do arquipélago. Evocar o seu percurso é reconhecer a coragem dos que recusaram a submissão e afirmaram, com determinação, o direito inalienável à liberdade.
“O seu exemplo desafia-nos a fortalecer o Estado de Direito, a promover a justiça social e a garantir que o desenvolvimento do país seja verdadeiramente inclusivo”, destacou o Primeiro-Ministro Américo Ramos.
O chefe do Governo acrescentou que a memória do Rei Amador deve servir de inspiração para o presente e de guia para o futuro: “Que a memória de Amador Vieira continue a unir-nos como povo e a iluminar o nosso caminho coletivo. Que o seu legado nos inspire a trabalhar todos os dias por um São Tomé e Príncipe mais justo, mais solidário e mais próspero. Que os seus sonhos sejam os nossos sonhos e a reserva de esperança quando nos faltarem as forças.”
As comemorações dos 431 anos da sua morte, também lembrado como Rei dos Angolares, incluíram declamação de poemas, manifestações culturais e uma exposição de documentos e livros dedicados à sua vida e legado.
José Bouças