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População mundial deve ultrapassar marca de 8 bilhões ainda este ano

PARCERIA – Téla Nón Rádio ONU

Secretário-geral da ONU, António Guterres, pede foco nas pessoas e igualdade com a chegada do marco; desde meados do século 20, mundo experimentou um crescimento populacional sem precedentes; número mais que triplicou entre 1950 e 2020; Índia deverá superar a China como o país mais país populoso em 2023.

As Nações Unidas marcam o Dia Mundial da População neste 11 de julho avisando que em ainda este ano, de 2022, nascerá o oitavo bilionésimo habitante da Terra.

Para o secretário-geral da ONU, António Guterres, será um momento de celebrar a diversidade e “se maravilhar com os avanços na saúde que prolongaram a vida útil e reduziram drasticamente as taxas de mortalidade materno-infantil”.

UNDP Lao PDR – O número de pessoas que atingem a idade de 100 anos nunca foi maior do que é hoje

Responsabilidade compartilhada

Ele lembra que atingir uma população global de oito bilhões é um marco numérico. Mas o foco deve permanecer nas pessoas como responsabilidade compartilhada, que é “cuidar do planeta” e honrar os compromissos mútuos.

De acordo com o relatório publicado pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas, a população mundial está projetada para atingir um pico de cerca de 10,4 bilhões de pessoas durante a década de 2080 e permanecer nesse nível até 2100.

O estudo aponta que a população global está crescendo no ritmo mais lento desde 1950, tendo caído abaixo de 1% em 2020. As últimas projeções da ONU sugerem que a população mundial pode crescer para cerca de 8,5 bilhões em 2030 e 9,7 bilhões em 2050.

Metade dos 8 bilhões adicionados à população mundial foi resultado da expansão demográfica da Ásia. A África fez a segunda maior contribuição, com quase 400 milhões.

Dez países contribuíram para mais da metade do crescimento populacional: Índia, China e Nigéria são os países com maior índice. A África e a Ásia devem impulsionar o crescimento populacional até que o 9º bilhão seja alcançado em 2037.

O levantamento aponta que mais da metade do aumento projetado da população global entre 2022 e 2050 fique concentrada em apenas oito países: República Democrática do Congo, Egito, Etiópia, Índia, Nigéria, Paquistão, Filipinas e República Unida da Tanzânia.

As populações da República Democrática do Congo e da Tanzânia devem crescer rapidamente, entre 2% e 3% por ano entre 2022 e 2050.

Segundo os dados, as taxas de crescimento populacional díspares entre os maiores países do mundo mudarão sua classificação por tamanho: a Índia deverá superar a China como o país mais país populoso em 2023.

Desigualdades

Guterres afirma que um mundo de oito bilhões de pessoas significa “oito bilhões de oportunidades para viver vidas dignas e realizadas”. Na contramão, ele lembra que se habita num mundo de grande desigualdade e destaca a questão de gênero.

O líder da ONU ressalta que estamos testemunhando novos ataques aos direitos das mulheres, incluindo serviços essenciais de saúde. As complicações relacionadas à gravidez e ao parto ainda são a principal causa de morte entre meninas de 15 a 19 anos.

Dados

Segundo os dados da ONU, desde meados do século 20, o mundo experimentou um crescimento populacional sem precedentes. A população mundial mais do que triplicou de tamanho entre 1950 e 2020.

A taxa de crescimento da população mundial atingiu um pico entre 1965 e 1970, quando o número de pessoas aumentou em média 2,1% ao ano.

Durante o período de 2000 a 2020, embora a população global tenha crescido a uma taxa média anual de 1,2%, 48 países ou áreas cresceram pelo menos duas vezes mais rápido: estes incluíam 33 países ou áreas na África e 12 na Ásia.

A expectativa de vida dos adultos no mundo desenvolvido aumentou desde meados do século 20 – o número de pessoas que atingem a idade de 100 anos nunca foi maior do que é hoje.

Em todo o mundo, o número de mortes em relação ao tamanho da população vem diminuindo desde a década de 1950. Nas próximas décadas, as projeções das Nações Unidas preveem uma diminuição gradual contínua nas taxas de mortalidade específicas por idade.

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