A derrota nas eleições, autárquicas, regionais e legislativas de domingo 27 de setembro significou que o povo são-tomense chumbou a Moção de Estratégia que foi validado no congresso do PCD.
Uma moção de estratégia que começou a ser elaborada desde março de 2024, quando João Bonfim assumiu a presidência do partido, e que foi validada pelo congresso na perspectiva de o partido vencer as eleições gerais.
«Qualquer resultado que não se encaixasse na estratégia que foi validado pelo congresso…mereceria da minha parte uma leitura política. Tendo em conta que o nosso partido não atingiu os objectivos que estavam preconizados na nossa moção de estratégia é meu dever, de coerência …dizer que neste momento eu devo apresentar a minha renúncia ao cargo de Presidente do PCD», declarou João Bonfim.
Partido que venceu as primeiras eleições legislativas no regime democrático plural em 1991, e com maioria absoluta, o PCD começou a cair em desgraça a partir do ano 1992, com as sucessivas exonerações do seu governo, até que acabou por perder a representação parlamentar nas eleições legislativas de 2018.
«Queremos desejar ao MLSTP as maiores felicidades e queremos apelar ao MLSTP que respeite todas as promessas e compromissos assumidos durante a campanha eleitoral e comece assim a construir as bases para a felicidade do povo de São Tomé e Príncipe», pontuou João Bonfim.
Abel Veiga