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Teodorico Campos, presidente da Federação dos Agricultores de São Tomé e Príncipe, deu o exemplo da cebola e do m 
No centro agro-pecuário de Pinheira, está encontrada a fórmula para inverter a situação. A produção agrícola é sustentada com produtos orgânicos. Fertilizantes naturais, como excremento do gado, e plantas em decomposição dão mais força ao solo fértil. Uma técnica que provoca baixa do custo da produção, mas não só. Abre também um ciclo para alimentação do gado, sem necessidade de recurso ao mercado internacional para importação de rações e outros produtos químicos.
O gado bovino e caprino, é criado em estábulos. Alguns ferros e tábuas de baixo custo formam o curral, onde o boi come capim e a planta do milho, ou seja as folhas e o caule. As espigas alimentam as galinhas e outras aves, que aumentam a produção de carne o ovos. No final do ciclo é o excremento do gabo que fertiliza o solo.
Uma nova técnica para os criadores são-tomenses que tradicionalmente criam o gado solto no pasto. Roberto Pam, técnico d
Um novo sistema de desenvolvimento integrado da produção agropecuária, que está a ser implementado nas comunidades agrícolas. Os agricultores estão a ser formados, para mudar de mentalidade e absorver a nova técnica.
O impacto do centro agro-pecuário a nível da produção de carne e ovos é significativo. Anteriormente os criadores de aves tinham que importar os pintos. Situação que provocava um aumento do preço no mercado, uma vez que o criador tinha que reflectir no preço de venda, o custo de compra dos pintos no estrangeiro, assim como o preço de transporte até São Tomé.
Actualmente o centro agro-pecuário, assegura a reprodução dos pintos e vende aos criadores nacionais. Semanalmente são produzidos mais cerca de 800 pintos. Nas primeiras três semanas os pintos ficam sob cuidado da equipa técnica do centro que depois entrega ao criador. Segundo Roberto Pam, quando completar 12 semanas o frango de carne já está pronto para ser vendido. Por cada pinto produzido o centro cobra ao criador apenas 30 mil dobras, cerca de 1, 5 euros.
Para além de abrir um novo ciclo de produção agro-pecuária, o centro já conseguiu colocar no mercado nacional e internacional, novas espécies de frutas tropicais. Em parceria com os agricultores, novas espécies de goiabas, carambolas, e outras frutas, estão a conquistar mercados. Confirmação do embaixador de Taiwan em São Tomé e Príncipe, Chung Chen. «Já temos compradores em Portugal que estão a importar as goiabas. Também introduzimos uma espécie de chá, chamada mussua, que é muito apreciada. O objectivo é ajudar a aumentar a receita das famílias», pontuou.
Apoio técnico e financeiro de Taiwan, dá mais uma vez provas, aos são-tomenses de que existe um enorme potencial agro-pecuário, que pode sustentar o desenvolvimento económico do arquipélago.
Abel Veiga
