
O Governo são-tomense quer transformar o arquipélago no principal centro de prestação de serviços a nível da sub-região da África Central e do Golfo da Guiné. Uma intenção que não pode ser materializada sem se ter em conta a concorrência e a competitividade que hoje domina o mundo.
São Tomé e Príncipe não está sozinho no golfo da Guiné. O arquipélago tem vizinhos que também estão interessados em concorrer como placa giratória de prestação de serviços na região. A República dos Camarões, produtor de Petróleo, Madeira e outros recursos naturais destacando-se também os minérios, já deu passos decisivos com vista a transformar a cidade balnear de Kribi numa placa portuária de prestação de serviços a nível regional.
O Ministro da Economia e do Planeamento do país vizinho, anunciou no dia 14 de Outubro o início dos trabalhos com vista a construção do porto em 
Segundo a imprensa camaronesa, 3 grupos étnicos vão ser realojados nomeadamente, os Mabi, os Batangas e os Pigmeus.
O mesmo porto considerado como uma infra-estrutura de ponta na costa ocidental de África, vai contar com um complexo industrial portuário para exploração e exportação de minérios.
Uma concorrência aberta para São Tomé e Príncipe, arquipélago que também começa em 2010 a construir um porto em águas profundas com capacidade para receber milhares de contentores. O porto de São Tomé é construído pela empresa francesa Terminal Link.
O posicionamento estratégico do país no golfo da Guiné pode ser uma grande vantagem para o transbordo de contentores, mas o mundo actual exige que independentemente das potencialidades, as empresas ou países demonstrem capacidade competitiva. Por isso mesmo não pode estar alheios ao que se passa a sua volta e no mundo.
Abel Veiga