Economia

Avanço de África continua prejudicado por fluxos financeiros ilícitos

PARCERIA – Téla Nón / Rádio ONU

Desenvolvimento econômico

Continente perde US$ 100 bilhões por ano em fundos gerados, transferidos ou usados ​​ilegalmente; representantes de Planeamento e Finanças encerram Diálogo de Alto Nível sobre Políticas de Desenvolvimento esta quinta-feira no Cairo.

Os fluxos financeiros ilícitos foram destaque no Diálogo de Alto Nível sobre Desenvolvimento de África, que encerra esta quinta-feira no Cairo, Egito.

De acordo com a Comissão Económica da ONU na região, ECA, a agenda para o avanço no continente continua a ser lesada por esse tipo de ações ilegais.

Estatística

Segundo o assessor regional e líder do Planeamento e Estatística da ECA, Sylvain Boko, cerca de US$ 100 bilhões por ano são gerados, transferidos ou usados ​​ilegalmente, principalmente devido à faturação incorreta. O valor corresponde a 4% do Produto Interno Bruto, PIB, do continente.

Para Boko, essa questão retarda o crescimento, enfraquece as instituições públicas e o Estado de direito, além de desestimular a cultura de pagamento de impostos e de agregar valor aos recursos naturais. O outro prejuízo é a dependência criada em países beneficiários da ajuda oficial ao desenvolvimento.

Fluxos

Para a ECA, o empenho dessas nações em mobilizar recursos para financiar a agenda de desenvolvimento sustentável do continente tem como principal impedimento a perda de mais de US $ 50 bilhões por ano em fluxos financeiros ilícitos.

O representante disse que esse problema pode ser melhor abordado com dados concretos sobre a dimensão do problema, o combate a lacunas legais que o facilitam e o cumprimento de acordos internacionais contra esses movimentos financeiros. Outra tarefa seria desenvolver a capacidade de atuação dos países.

Os desafios para financiar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODSs, no continente incluem gerar receitas de fontes próprias, o acesso a investimentos estrangeiros diretos e ter financiamentos a longo prazo usados de forma inovadora.

Outros fatores incluem mercados de capitais internacionais, crises econômicas globais, desastres naturais, tensões políticas, conflitos, capacidades institucionais e administrativas e comércio insuficiente ou ineficiente.

Progresso

O assessor também disse que aumenta o volume e a diversidade do financiamento disponível para cumprir os ODSs em toda a região. Esse fator tem grande potencial para impulsionar o progresso regional na realização dessas metas.

Os desafios incluem construir capacidade técnica, legal e administrativa em prol de uma gestão financeira pública eficaz. Ele acrescentou que é preciso ter dados precisos e pujantes para ter estruturas robustas para financiar as metas e controlar o movimento de recursos, incluindo os fluxos financeiros ilícitos.

Os participantes do Diálogo de Alto Nível sobre Políticas de Desenvolvimento em África representam as áreas de Planeamento e Finanças. Durante três dias, a reunião decorreu sob o lema “Financiando os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em África: Estratégias de Planeamento e Mobilização de Recursos. ”

Apresentação: Eleutério Guevane.

ÁFRICA|FLUXOS FINANCEIROS ILÍCITOS|OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

    1 comentário

1 comentário

  1. Ralph

    17 de Julho de 2018 as 6:22

    É uma coisa declarar que certa quantia de dinheiro está a ser desperdiçada por atividades ilícitas como a corrupção e a faturação incorreta. Disso não há nenhuma dúvida. Outra coisa é determinar soluções credíveis para resolver o problema. Ao meu ver, é importante identificar maneiras eficazes de criar e reforçar as instituições necessárias para melhorar a economia e reduzir a tendência de recorrer à corrupção e cleptocracia como as únicas maneiras de se enriquecer.

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