Economia

Sol intenso na região do Sahel pode ser fonte de energia para 70% do mundo

PARCERIA – Téla Nón / Rádio ONU

Especialista fala de potencial da área africana para se abastecer e conectar comunidades distantes à rede elétrica; iniciativa apoiada pela ONU tem destaque no Fórum Político de Alto Nível que termina quarta-feira.

Um plano das Nações Unidas quer aproveitar o calor fornecido pela energia solar na região africana do Sahel para cobrir cerca de 70% da demanda de eletricidade do mundo.

Falando à ONU News, no Níger, a representante especial do secretário-geral para Energia Sustentável para Todos, Rachel Kyte, disse acreditar que a região africana esteja “à beira de uma revolução”.

Parques Solares

Ela declarou que naquela área podem ser construídos parques solares para capturar raios de sol e linhas de transmissão em áreas muito além do Sahel. Ela disse que por agora a concentração será na região e em como ajudar os países explorar o recurso.

Rachel Kyte acredita que Sahel esteja “à beira de uma revolução” na produção de energia sustentável.

A iniciativa sustentável também é destacada no Fórum Político de Alto Nível que decorre até quarta-feira na sede da ONU em Nova Iorque. A meta é ajudar os países a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Prosperidade

Há duas semanas, a ONU lançou a estratégia “Sahel, Terra de Oportunidades” para acelerar o avanço do grupo de países composto por Burquina Faso, Camarões, Chade, Gâmbia, Guiné Conacri, Mauritânia, Mali, Níger, o Senegal e Nigéria.

O anúncio feito à margem da Cimeira da União Africana destaca a energia solar sustentável como parte do ambicioso projeto regional, que visa “acelerar a prosperidade compartilhada e a paz duradoura” no Sahel.

Rachel Kyte  disse que nessa área africana, a energia solar pode abastecer a rede regional, e conectar comunidades locais à rede elétrica.

Apresentação: Monica Grayley.

FÓRUM POLÍTICO DE ALTO NÍVEL|SAHEL|OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL|RACHEL KYTE

    1 comentário

1 comentário

  1. Ralph

    17 de Julho de 2018 as 7:02

    Que iniciativa promissora! Acho, porém, que o problema com este tipo de solução é que tendem a demorar muito tempo para se desenvolver e dar fruto, dado às complexidades envolvidas nelas. Contudo, se tudo correr como previsto, poderia ser um passo muito positivo para a frente para fornecer energia sustentável ao mundo.

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