Economia

BAD admite abrir linha de crédito para reanimar o sector privado nacional

Uma delegação do conselho de administração do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) deu início esta quarta – feira a contactos com as autoridades são-tomenses para avaliar a situação macro-económica do país, e para conhecer as prioridades do novo governo.

A primeira reunião de trabalho foi com o Ministro das Finanças e Economia Azul, Osvaldo Vaz, e logo de seguida a delegação do BAD, reuniu-se com o Primeiro Ministro Jorge Bom Jesus.

A instituição financeira que é activa em São Tomé e Príncipe, desde o ano 1978, discutiu com o Chefe do Governo aspectos ligados a promoção do sector privado nacional, que está descapitalizado e em vias de extinção. BAD, admite a possibilidade de atribuir uma linha de crédito para reanimar o moribundo sector privado nacional, e desta forma reanimar a economia e travar o desemprego galopante. «Discutimos sobre as opções possíveis para que o Banco Africano possa financiar através dos Bancos Comerciais, as pequenas empresas privadas. Depois da nossa missão, …uma vez que somos membros do conselho de administração, o management do BAD deverá retomar as conversações com as autoridades santomenses, para decidir sobre que opções possíveis serão adoptadas», afirmou Soraya Mellali chefe da delegação do BAD.

Depois da visita no ano passado do seu Presidente, Akinwumi Adesina, o BAD enviou uma delegação do seu conselho de administração a São Tomé e Príncipe, para junto ao novo governo iniciar as novas acções de investimento no país.

O sector da energia é um dos alvos do investimento que o BAD projecta para os próximos anos. «Vamos fazer investimentos transformadores, por exemplo, o projecto hidroeléctrico que terá impacto positivo para a agricultura e para o turismo, e no acesso a electricidade pela população. Também a melhoria da gestão das finanças públicas, vai ter impacto no quotidiano das populações de São Tomé e Príncipe. São dois exemplos de projectos em que poderemos intervir», explicou Soraya Mellal.

O BAD, que financia o Projecto de Reabilitação das Infraestruturas de Apoio à Segurança Alimentar em São Tomé e Príncipe, assim como o projecto de melhoria dos sistemas de pagamentos electrónicos, promete contribuir para que nos próximos anos, para que o país registe crescimento económico e de forma sustentável. « Vamos ajudar São Tomé e Príncipe a se transformar num país com um crescimento durável que garanta o emprego», pontuou.

Até 16 de Fevereiro a delegação do Conselho de Administração do BAD visita várias empresas privadas e projectos de desenvolvimento na ilha de São Tomé.

Abel Veiga

    4 comentários

4 comentários

  1. Amar o o que é nosso

    14 de Fevereiro de 2019 as 12:00

    Privados desapareceram quase todos. Os que estão em pé é a custa de muito trabalho e esforço. Não está a andar..

  2. Madredeus.igreja

    14 de Fevereiro de 2019 as 22:44

    Pinta Cabra, fechou a torneira e levou a chave

    Ou já abriu a torneira outra vez.

    • MIGBAI

      15 de Fevereiro de 2019 as 17:40

      Nem todos os que estão de pé é à custa de muito trabalho e esforço! aliás muitos estão de pé à custa da sua posição dentro do governo ou através de esquemas com amigos do governo.
      Contudo deixa-me dizer-te uma coisa.
      Eu quando digo que a maioria do nosso povo é analfabeto, claro que tu estás efetivamente nesse lote.
      Repara criatura, analfabeto não é aquele que não sabe ler palavras, analfabeto é todo aquele que julga saber ler e depois não entende nada do que leu. Esse sim é o analfabeto bruto e estupidificado.
      E tu claramente estás nesse lote.
      Repara que o sector privado nacional que o BAD quer dinamizar reabrindo uma linha de crédito, nada tem a ver com as atividades dos privados, mas sim com a atividade privada (empresarial) do Estado.
      Os sujeitos privados, bem que podem continuar a sacar de outros lados, pois deste BAD não sai uma gota de nada para eles.
      Deu para te instruíres um pouco, sabendo que existem atividades do Estado na sua vertente empresarial privada???
      ANALFABETO!!!

  3. Ralph

    26 de Fevereiro de 2019 as 4:10

    Algumas vezes, organizações como o BAD apenas criam mais problemas do que resolvem, embora as suas motivações sejam, de forma geral, boas. Dar crédito ao setor privado apenas faz sentido se haver, de facto, um setor privado consistindo de empresas que podem ganhar rendimento e, ao final das coisas, pagar os empréstimos. Se não há um mercado privado viável, nem uma procura dos bens e serviços oferecidos por tal mercado privado, mais ajuda financeira só vai acabar por criar mais dívida que não pode ser paga.

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