Economia

Encontro sobre Economia Digital da África Central na 35ª Sessão ICE em Malabo

O Governo da Guiné Equatorial e o Escritório Regional da África Central da Comissão Económica das Nações Unidas para África (CEA) realizam a 35ª Sessão do Comité Intergovernamental de Altos Funcionários e Peritos (ICE) da África Central, onde pretendem debater e propor formas concretas através das quais os países da região podem aproveitar melhor todo o potencial da economia digital, com o objectivo de melhor responder aos seus desafios de desenvolvimento, incluindo a urgente necessidade de industrialização e diversificação económica.

O debate substantivo e as sessões práticas do ICE, terão lugar na capital da Guiné Equatorial, Malabo, de 23 a 27 de Setembro de 2019, sob o tema “Transformações Digitais e Diversificação Económica na África Central: Problemas, Desafios e Oportunidades”, e vai permitir que os altos funcionários públicos, peritos, inventores, inovadores, pesquisadores e representantes de instituições académicas e de desenvolvimento participantes no encontro, analisem a situação da economia digital em toda a região da África Central, visto ser o sector com menor desempenho no continente.

Foram programadas três sessões plenárias para o encontro deste ano: Um Diálogo de Alto Nível sobre a Economia Digital na África Central para explorar os pontos de vista dos decisores; uma feira de demonstração de experiências e aplicações da economia digital; e uma sessão especial para a análise da situação da transformação estrutural da África Central, com enfoque sobre as dimensões do emprego, produção e sociedade, conforme reflectido na publicação Central África Regional STEPS Profile.

Assim, os delegados vão poder aprofundar a sua compreensão sobre as causas do baixo desempenho em termos de acesso e conteúdo e propor uma série de transformações necessárias para a correcção das falhas e fazer da transformação digital um ponto nodal de impulsionamento da industrialização e diversificação económica na África Central.

“Analistas de desenvolvimento e teóricos em todo o mundo concordam que a tecnologia e a inovação são os principais motores do crescimento económico actual. Os países da África Central devem colocar a inovação no centro do seu desenvolvimento e acender a chama da inovação digital no seu ecossistema, a fim de desencadear transformações em vários sectores, incluindo: governação, educação, agricultura, energia, banca e finanças, emprego, indústria, indústria criativa, transportes e logística, comércio e o próprio sector digital, aproveitando as oportunidades oferecidas pelo blockchain, computação em nuvem, inteligência artificial, impressão 3D e outras inovações”, disse António Pedro, Director do Escritório regional da CEA para a África Central, em preparação rumo ao encontro de Malabo.

“Se os países da África Central não foram grandes actores nas revoluções industriais anteriores, a presente era de redes mais inteligentes, também conhecida como a quarta revolução industrial, onde as inovações digitais estão associados a banda larga para conectar tudo o que existe e aumentar a produtividade, é uma oportunidade de ouro para contrariar a tendência de todas as outras eras, rumo ao desenvolvimento sustentável. Na nossa teoria de mudança para a diversificação económica e transformação estrutural da África Central, colocamos a economia digital como o elemento impulsionador, daí a nossa reunião em Malabo”.

O Director apontou para a necessidade de uma estratégia abrangente e bem articulada, apoiada pelas mais altas autoridades políticas da região e com adesão de vários intervenientes, incluindo o sector privado, para investir e alavancar a economia digital rumo a transformação económica, mas também que possa lidar positivamente com as interrupções associadas com a expectativa de mudança de paradigma na produção e nos ecossistemas relacionados.

Conforme afirmou recentemente a Secretária Executiva da CEA, a Sra. Vera, em 2020, a economia digital será de cerca de 300 biliões de dólares – um espaço dedicado especialmente para os jovens empresários e mulheres capitalizarem e tirar o máximo proveito das oportunidades oferecidas pela Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA). A contribuição dos jovens e das mulheres será, portanto, de maior destaque nos debates desta sessão.

Várias estimativas indicam que a economia digital global vai crescer para 24,3% do PIB mundial até2025, à partir das estimativas de 2016, de 15,5% do PIB mundial (representando US$ 11,5 triliões).

Dentro deste ecossistema, a telefonia móvel ocupa um lugar importante e está a ser rapidamente aproveitada em toda a África. De acordo com a UIT, a telefonia móvel se desenvolveu mais rapidamente do que qualquer outra tecnologia na história, tendo o número total de assinaturas activas de banda larga da rede móvel crescido de 268 milhões em 2007 para mais de 4,2 biliões em 2018, em todo o mundo.

Na véspera da revolução 5G, a questão que se coloca é, quem vai beneficiar desta transformação digital? Como facilitar a implantação ampla das soluções digitais na África Central para o aumento da produtividade e eficiência na prestação de serviços, redução de custos, conectar pessoas e, por fim, fazer da região um actor dinâmico e competitivo na economia digital, será, portanto, uma das principais tarefas dos delegados da conferência de Malabo.

Mais detalhes sobre a conferência estão disponíveis em: https://www.uneca.org/ice-ca-35.

Téla Nón /Escritório Regional da África Central

    2 comentários

2 comentários

  1. Vaz

    28 de Junho de 2019 as 21:18

    Caminho certo para o desenvolvimento. Seria bom STP participar neste evento para absolver mais informações sobre esta economia.

  2. STP em frente

    28 de Junho de 2019 as 21:19

    Bom para o continente africano, ainda mais com área de comércio livre.

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