Economia

Aberto novo ciclo de crise de energia eléctrica em STP

A empresa estatal de água e electricidade, a EMAE, confirmou a abertura de um novo ciclo de cortes no fornecimento de energia a população.

Segundo o director de electricidade Dinamenio Luís o país enfrenta dificuldades na importação de peças sobressalentes para os grupos de geradores que estão em fase de manutenção.

Por isso a situação de fornecimento de energia alterou. Até Janeiro passado a EMAE, garantia fornecimento ininterrupto de energia ao país. Muita gente já tinha esquecido dos cortes de electricidade. Mas, o processo já regressou com um novo ciclo de crise.

O director de electricidade, explicou que desde Dezembro do ano passado que a EMAE encomendou peças sobressalentes para manutenção de vários grupos de geradores. Por causa da Covid-19, que provocou o encerramento de algumas unidades industriais na Europa, a encomenda ainda não chegou ao país.

Dinamenio Luís explica que a nível nacional, a demanda ou procura de energia eléctrica é de 19 mega watts. No entanto a capacidade de produção da EMAE baixou de 19 mega watts até Fevereiro passado, para apenas 14 mega watts no mês de Abril.

Para garantir a estabilidade no fornecimento de energia a população, a direcção de electricidade da EMAE, aposta no processo em curso de transição energética.

«Já há contractos assinados para produção de energia fotovoltaica e biomassa. Esses contratos já estão assinados e estamos a espera da execução desses projectos privados», pontuou o director de electricidade.

Dinamenio Luís recordou que de 2018 até o início do ano 2019, a EMAE só conseguia produzir 9 mega watts de potência de energia. Por isso o país viveu a mais grave crise de electricidade da sua história. A empresa conseguiu recuperar as máquinas que estavam paralisadas, e adquiriu novos grupos de geradores financiados pelas companhias petrolíferas Kosmos e a inglesa BP. Os novos geradores de marca Caterpilar elevaram a potência da EMAE com mais 10 mega watts.

A produção da EMAE tinha subido para perto de 20 mega watts. Mas de repente, o país vive um novo ciclo de crise no fornecimento de energia. Desta vez segundo a EMAE, por causa de peças sobressalentes que não chegaram a tempo para manutenção dos grupos de geradores que estão paralisados.

São Tomé e Príncipe ainda depende exclusivamente das centrais térmicas, como principal fonte de energia eléctrica.

Abel Veiga

    14 comentários

14 comentários

  1. Difícil

    28 de Abril de 2021 as 8:55

    Mau mau o que se passa no País.

    O que Governo Jorge Bom Jesus MLSTP está a fazer com Príncipe é um abuso. Navio Anfitriti teve acidente 2019. JBJ prometeu resposta pra 2 meses massimo. Até agora nada. Por isso EMAE princípe está sempre com problema.

  2. WXYZ

    28 de Abril de 2021 as 9:28

    Continuem nos enganando! Fotovoltaica você era falácia você do Osvaldo Abreu. Agora vêm com biomassa??!!?

  3. SANTOMÉ CU PLIXIMPE

    28 de Abril de 2021 as 9:57

    É normal …São Tomé fez Covid-19? Fabrica peças?,, Tem avisão?,, Vamos estar unidos e fortes e tamber encontrar alternativa a produção de energia..

  4. Madiba

    28 de Abril de 2021 as 10:27

    Enfim. Deus terá que defender S. Tomé e Príncipe das constantes incongruências dos nossos representantes.

  5. Andorinha

    28 de Abril de 2021 as 11:28

    Este governo de Jorge bom Jesus quando estavam na oposição andaram a criticar o anterior governo de Patrice Trovoada até prenderam o anterior director da EMAE, agora que estão no governo a problemática da energia em S.tomé esta caótica também compraram grupo de geradores com muita pompa que não esta a dar em nada este governo de Jorge bom Jesus esta a ser uma desilusão não acertam em nada estamos pior.

  6. Fuba cu bixo

    28 de Abril de 2021 as 11:42

    Este governo andou a criticar o anterior executivo e prometeu que iriam melhorar a situação enérgica dos Santomenses mais não melhoraram nada.
    Cadê melhor energia para os Santomenses?
    Cadê melhor hospital e saúde para os Santomenses?
    Cadê melhoramento de vida dos Santomenses? Faz sai.

  7. Dentuça

    28 de Abril de 2021 as 13:18

    Muita incompetência dessa maioria em apostar milhões nos geradores e dar Ciem receitas de graça quanto toda gente sabia que era solução de pouca dura. Cade o osvaldo abreu?ja não aparece para dar explicações?
    Também já tem os bolsos cheios.
    Fique claro já não vão mais ganhar eleições neste país.

  8. Aborrecido com tudo isso

    28 de Abril de 2021 as 13:56

    Se os directores e técnicos da emae recebem muito dinheiro em salários, logo são pagos para pensar. Sabendo eles que precisariam de peças suplementares deviam encomendar atempadamente e não sujeitar o povo ao sofrimento. Depois dizem que querem desenvolver o turismo…qual turismo com essa desordem… Vão para inferno.
    Uma pessoa nem consegue relaxar em sua casa depois de trabalho por falta de energia.
    Senhor Jorge bom jesus estou aqui para ver o senhor..

  9. Celeste pita

    28 de Abril de 2021 as 14:03

    A única mudança que vemos em São Tomé são os políticos a encherem os bolsos e a queixada a aumentar.
    Sempre a comprarem viaturas novas e casas.
    Enquanto isso o povo só vê miséria.
    Jorge falou tanto quando tomou posse que hoje só vemos inferno.
    Bandidos.

  10. Mepoçom

    28 de Abril de 2021 as 14:04

    Este problema não é novo. Graças aos novos condutores que substituiram os anteriores que estavam todos obsoletos, melhorou a qualidade de energia, deixou de danificar os equipamentos de consumidores. Politicamente, é para denegrir o anterior governo, com o prepósito de revoltar os populares, sabutavam os geradores até ao ponto de mandar destruir os transformadores aéreos e mais. Talvez já não é o caso, agora desculpa com Covid-19. Somos um país insular dependente de exterior de quase tudo. As peças de manutenção estão identificadas, porque não importar em quantidade suficiente e apetrechar o stock, e só depois de esgotar é que se lembra da nova aquisição? O português que recuperou o motor da antiga Roça Rio de Ouro para ajudar no fornecimento, santagearam o trabalho até que ele destruiu tudo e abandonou. A central hídrica de Guegue, embora pequena, ajudava, destruíram e abandonaram; a central do rio contador que os colonos construíram com todo amor e proveito, deixaram avariar uma das duas turbinas e nunca mais foi arranjada. Ainda que pela sua idade, data de 1967, não desse para arranjar as peças genuínas, porque não individar adquirindo um novo que talvez resolveria melhor o problema?

  11. Matabala

    28 de Abril de 2021 as 14:39

    Peças demoram 4 meses para chegar? Vem de onde? Lapónia? Mintam bem….carga tem vindo sem problema desde Fevereiro todas as semanas de avião….tecnologia fotovoltaica e biomassa? Kkkk e como fica loby dos combustíveis e geradores CIEM? Vocês continua a achar que povo é burro ? Essa história tem muitos anos. …basta recuperarem as mini hidroeléctricas que estavam espalhadas por todo o pais e uma barragem no malanza…mas NINGUÉM quer fazer isso!!! Nem ADI nem MLSTP nem UDD nem demónio propri…essa vai continuar a ser nossa cruz devido ganacia e business dos nossos governantes

  12. FCL

    28 de Abril de 2021 as 14:52

    Estranho …. aparece misteriosamente no pais um jacaré e de repente começa outra vez a crise de energia!.

    Deveriam pegar neste jacaré, queimar ele com agua e sal, nas tantas algum ser vivo aparecia queimado algures por este mundo fora. Numigo na ka duminifaêêÊ…….

    • Gregorio Furtado Amado

      28 de Abril de 2021 as 17:28

      Porque que esfolaram, grelharam e comeram? Os que obrigaram a comer estavam cheios de fome enquanto outros os queixos vão arrebentar. Um dia tudo isso irá ter fim.

  13. Reajuste salarial energético miragem no deserto

    29 de Abril de 2021 as 16:26

    O reajuste salarial miragem no deserto prometido categoricamente na TVS, por um tal de ex director de ilusões orçamentais e o rbranco, podem ajudar o zé povinhos a comprar umais velas para iluminar as suas casitas neste periodo de crise energética.

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