Economia

Nigéria oficializada como membro parceiro dos BRICS

Vizinho de São Tomé e Príncipe, com o qual o arquipélago partilha uma extensa fronteira marítima que foi transformada em zona de exploração conjunta de petróleo, a Nigéria é o país mais populoso de África e tem a segunda maior economia do continente negro.

Bastante activa no movimento do Sul Global, a Nigéria junta-se aos BRICS, a organização do Sul Global que promove a cooperação económica, a mudança do sistema de governação mundial, e a afirmação de um mundo multipolar.

Inicialmente composto por 5 países, nomeadamente Brasil, Rússia, Índia, China e a África do Sul, os BRICS expandiram-se e cada vez mais se consolidam como o maior grupo económico e populacional do mundo.

No ano passado, 5 novos países passaram a integrar os BRICS, nomeadamente o Egipto e a Etiópia no continente africano, e os Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita e o Irão no Médio Oriente.

Na última cimeira realizada em 2024 em Kazan, na Rússia, a organização económica do sul global criou a categoria de membro parceiro.  Ainda sob a presidência da Rússia, 8 países juntaram-se aos BRICS como membros parceiros, nomeadamente a Bielorrússia, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Tailândia, Uganda e o Uzbequistão.

A partir de janeiro de 2025, a presidência rotativa passou para o Brasil. Antes da Nigéria ser oficializada no dia 17 de janeiro como novo membro parceiro dos BRICS, a presidência brasileira tinha anunciado a entrada da Indonésia, outro país populoso do mundo e de grande poder económico.

 “O governo brasileiro saúda o governo indonésio por seu ingresso no BRICS. Detentora da maior população e da maior economia do Sudeste Asiático, a Indonésia partilha com os demais membros do grupo o apoio à reforma das instituições de governança global e contribui positivamente para o aprofundamento da cooperação do Sul Global, temas prioritários para a presidência brasileira do BRICS, que tem como lema Fortalecendo a Cooperação do Sul Global para uma Governança mais Inclusiva e Sustentável“, diz o comunicado da presidência brasileira dos BRICS.

Os BRICS enquanto manifestação do sul global representam mais da metade da população mundial. Em termos de Produto Interno Bruto, (PIB) os BRICS superam o G7, o grupo das 7 potências mais ricas do mundo.

Abel Veiga 

1 Comment

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  1. BRICS

    18 de Janeiro de 2025 at 17:17

    O grupo BRICS é um projeto fracassado. Os países BRICS até agora provaram ser incapazes de se unir como uma força global significativa. A cada ano, desde sua formação em 16 de Junho de 2009; cerca de 15 anos atrás, o BRICS traz mais uma confirmação de que o grupo não serve a nenhum propósito real além de gerar gestos simbólicos e retórica elevada. Como o BRICS beneficia o sul global? A China é lenta. A Rússia é racista. Os indianos não gostam de africanos. No Brasil, literalmente o único homem branco que gosta da África é Luiz Inácio Lula da Silva. O BRICS é uma ferramenta de propaganda para os chineses. Fraco! Acorde! África do Sul e Nigéria são uma bagunça de países. Mostre-me o impacto do BRICS no cenário mundial. O que eles conquistaram para seus países membros?
    Em vez de se envolver em políticas do tipo guerra social, a ilusão de ser a contraparte e alternativa ao bloco G7 das maiores economias do mundo é um absurdo. Por que não se envolver em cooperação para que o mundo inteiro se beneficie, se desenvolva, progrida e promova paz e prosperidade? A África não precisa de mais ventos políticos, precisamos que a economia trabalhe para o nosso povo e a paz. Até agora, até hoje, na minha opinião, os BRICS chumbou. Eles dão uma aparência de unidade, mas não estão realmente unidos como um grupo.

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