Relatório Económico 2025 do Banco Africano de Desenvolvimento propõe nova rota para o país com base em conhecimento, reformas estruturais e alianças estratégicas com a academia.
O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) lançou esta semana o Country Focus Report 2025, um documento estratégico que traça um retrato realista de São Tomé e Príncipe e propõe soluções sustentadas por evidências científicas para o desenvolvimento económico. O evento, realizado na sexta-feira, 20 de junho, no Instituto Superior de Educação e Comunicação (ISEC), marcou o início de uma nova fase de aproximação entre o meio académico e a formulação de políticas públicas.
Com projeções de crescimento económico de 2,7% em 2025 e 4,4% em 2026, o relatório destaca os desafios do país e a necessidade urgente de transformar fragilidades em oportunidades, colocando a ciência e o conhecimento local no centro dessa transformação.
O economista sénior do BAD, Pepe Pedrosa, afirmou durante a apresentação, “não basta crescer. É preciso crescer com direção, com inclusão e com sustentabilidade.”
O presidente do ISEC, Agostinho de Sousa, destacou o papel ativo da universidade neste processo, “a academia não pode continuar isolada da tomada de decisões. Produzimos conhecimento que precisa ser usado. Este relatório é um ponto de partida para um engajamento técnico-científico ativo com o futuro do país.”
O relatório sustenta que o crescimento económico previsto será apoiado principalmente pelas exportações de cacau, investimentos em infraestrutura, desenvolvimento do turismo e energias renováveis. No entanto, alerta para riscos estruturais persistentes, como a dependência de importações, vulnerabilidade a choques externos, fraca diversificação produtiva e fuga de capital humano.
O Banco recomenda:
. Reformar os sistemas de saúde e educação;
. Proteger recursos naturais;
. Estimular o setor privado e microempresas;
. Avançar na transição energética;
. Assegurar governação transparente e inclusiva.
O representante do Ministro das Finanças, Adilson Monteiro, garantiu o compromisso do Governo com as reformas necessárias, citando a introdução do IVA, o aumento da arrecadação fiscal e um Orçamento de Estado focado nas áreas sociais.
O BAD anunciou também a intenção de fortalecer a cooperação com universidades locais, promovendo estágios, projetos de investigação e produção científica em parceria com o banco.
O evento terminou com um debate entre representantes do BAD, Governo, academia e parceiros multilaterais, destacando a necessidade de São Tomé e Príncipe construir seu crescimento com inteligência e coragem, valorizando seu capital humano.
Waley Quaresma
Pau ossâmi
22 de Junho de 2025 at 3:08
Acrescentaria, a construção de parques habitacionais, se virmos varios relatórios estudos sobre parque habitacional no país, percebemos várias fragilidades, famílias numerosas( de lembrar e frisar a família é a primeira instituição do país, a base social e institucional), partilha de quartos pequenos, falta de equipamentos sanitários, falta de acesso a agua, a energia, a correios, as tecnologias, meios de acesso, transportes, em que as crianças têm que percorrer grandes distâncias para escolas, a fome, a miseria, a falta de rendimento, a falta de acompanhamento estatal( estrtuturas capazes de monitorizar, verificar), desde a concepção da vida até seu desenvolvimento e bem estar,…
Necessidade de planos de ordenamento do território
Necessidade de descentralização/ desconcentração dos serviços para o desencadear desenvolvimento local e regional sustentável
Reformular as instituições
Criação de parque indústrias distritais e regionais, bem como polos de investigação e desenvolvimento tecnológico distritais e regionais
Numa população de base ainda muito alargada/jovem
Formação educação, economia azul, ecinomia verde, economia circular, infraestruturas, boa conectividade interna externa, quer infraestruturais, quer tecnológicas, diversificação económica, a transformação, o comercio, os serviços, a investigação e desenvolvimento.
A transferência, a boa governação, o rigor, a organização, a responsabilidade/responsabilização, a justiça, a segurança, a defesa, a emergência, a sustentabilidade, …
Flôr Pico de Papagaio
22 de Junho de 2025 at 3:37
Apesar dos avanços poderem vir a ser efectivos na transição futura de energias renováveis, nomeadamente ao que nos painéis solares dizem respeito, há que pensar sempre na segurança e na sustentabilidade, jamais ter somente uma fonte de energias limpas renovaveis, mais duas pelos menos, de modo há que se uma falhar outra poder compensar, por outro lado ter capacidade de produção ou acima da necessidade, outra das preocupações têm haver com a segurança, como sabemos tudo hoje está conectado pela net, necessidade de segurança e defesa a nivel cibernautico,…bem como a responsabilização pelos actos, e ações ataques…
Constituição de datas center no país, captação de investimentos
Produção de medicamentos
Processamento decarnes verdes, produção e processamentos de alimentos, de pescados, transformação,…pesca semi-industrial, possibilidades do mar, doa rios, do espaço aerodinâmico,…
Célio Afonso
22 de Junho de 2025 at 8:25
A última recomendação “Assegurar a governação transparente e inclusiva” é o “cancro” incurável que afeta todos os políticos São-tomenses e, consequentemente, todos os órgãos do poder.
Todos os políticos servem-se do poder para enriquecimento rápido e ilícito, razão pela qual o país está como está.
Portanto, enquanto esta “patologia” não for tratada estamos mal.