Economia

China lança caminho-de-ferro de 1.860 quilómetros da Zâmbia até ao Índico

Créditos: Foto ShutterstockOuvir ResumoLer

A China lançou no dia 20 de Novembro na Zâmbia, um projeto de 1,2 mil milhões de euros para modernizar uma ferrovia de 1.860 quilómetros, permitindo aumentar o transporte de carga para 2,4 milhões de toneladas por ano.

A China lançou na Zâmbia, um projeto de 1,2 mil milhões de euros para modernizar uma ferrovia de 1.860 quilómetros, permitindo aumentar o transporte de carga para 2,4 milhões de toneladas por ano.

As obras da ‘Tazara’ (Tanznia-Zambia Railway, em inglês), entre Kapiri Mposhi, na Zâmbia, e Dar es Salaam, na Tanzânia, devem durar cerca de três anos e incluir a construção de pontes e túneis, bem como o fornecimento de novos materiais para o projeto, adianta a agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP), que cita um porta-voz da Corporação Chinesa de Caminhos-de-Ferro.

O projeto vai facilitar as exportações do segundo maior produtor de cobre da África para leste, através da Tanzânia até ao Oceano Índico, e deverá também fazer com que os volumes de carga cheguem às 2,4 milhões de toneladas por ano, acrescentou o responsável chinês.

A empresa chinesa irá gerir a linha, já construída na década de 1970 pela China, durante os próximos 28 anos, antes de a gestão ser transferida para a Zâmbia e a Tanzânia.

O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, assistiu à cerimónia de lançamento da primeira pedra na Zâmbia, onde o Presidente Hakainde Hichilema saudou este investimento.

“Não vemos a Tazara como uma simples linha ferroviária, mas sim como um corredor económico”, afirmou Hichilema, citado pela AFP.

Esta modernização surge num momento em que A União Europeia, os Estados Unidos e outros parceiros ocidentais apoiam outro importante corredor ferroviário em África, o Corredor do Lobito, para ligar a Zâmbia e a sua vizinha República Democrática do Congo (RDCongo), o maior produtor de cobre africano, ao porto angolano de Lobito, no Oceano Atlântico.

Principal credora da Zâmbia e acionista do seu setor mineiro, e o principal parceiro comercial de África, a China procura explorar os recursos naturais do continente, nomeadamente o cobre, o ouro, o lítio e as terras raras, essenciais para a transição energética.

Fonte : Diário de Notícias da Madeira

2 Comments

2 Comments

  1. Mabuinos

    28 de Novembro de 2025 at 9:16

    Se os paises Africanos(didrigentes Africanos) jamais se organizarem, se estrtuturarem internamente( população jovem, mas sem acesso a nada, permanete na pobreza, fome, miséria) durante seculos,assitiremos, como já estamoa a assitir, intensificação da espoliação dos recursos, sem que tenha reflexo, na mudança das condições de vida das populações nem nas estruturação dos paises africanos, masi pobreza, mais miseria, mais fome, mais violencias, mais guerras,…

    • Abucas Nazaré

      4 de Dezembro de 2025 at 12:14

      Os dirigentes africanos estão organizados. A promover o seu bem estar e enriquecimento…

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