Economia

Orçamento realista para 2026 está avaliado em 233 milhões de euros

O orçamento do estado para 2026 tem um valor inferior ao do ano 2025. A deficiente execução do orçamento para 2025 avaliado em 265 milhões de euros, forçou o governo a ser realista em 2026.

«Cortamos qualquer coisa como 32 milhões de euros, em relação ao orçamento de 2025. É algo que é incomum porque normalmente está-se à espera do orçamento aumentar em todos os anos. Decidimos pôr no orçamento aquilo que se espera de facto realizar», afirmou Gareth Guadalupe, o ministro da economia e finanças.   

O Governo santomense cai no real, depois de constatar que não conseguiu sequer arrecadar a metade da verba que inscreveu para o investimento público em 2025, cerca de 100 milhões de euros.

 «Se me perguntarem o quê que realizamos? Muito pouca coisa. Estamos a prever qualquer coisa como 56 milhões de euros de investimento público para este ano. Se conseguirmos, estaremos a dar um passo de gigante na nossa economia. Estamos muitas vezes a orçamentar coisas que não conseguimos executar», desabafou o ministro da economia e finanças.

Para realizar o investimento público São Tomé e Príncipe depende em mais de 80% da ajuda financeira internacional. A graduação para de baixa renda complicou a situação.

«Com este estatuto os financiamentos diminuem ainda mais em forma de donativos e empréstimos concessionais. Temos de começar a viver segundo as nossas possibilidades», avisou.

É com as receitas internas que os santomenses deverão viver em 2026. «Por isso, no que diz respeito às receitas internas elas serão responsáveis por financiar 63,9% de todo o orçamento de Estado», sublinhou Gareth Guadalupe.

Fazer a economia crescer em 2026, é o grande desafio do governo, numa altura em que as empresas e serviços estão quase paralisados por falta de energia eléctrica. O Ministro das Finanças reconheceu que a resolução do problema de energia é urgente. O executivo já mandou comprar novos grupos de geradores que deverão chegar ao país dentro de duas semanas, garantiu o ministro.

O sector da educação assume destaque no orçamento geral do estado para 2026. Pela primeira vez é o sector que absorve a maior fatia do orçamento.

«Hoje temos 1/3 da nossa população nas escolas. Educação vai ter 16%, a saúde 15,8%, e as infra-estruturas 7,9%», explicou.

Segundo o ministro das Finanças, a proposta de orçamento entregue à Assembleia Nacional prevê verbas para financiar as eleições gerais de 2026.

No sector das infra-estruturas o Banco Mundial continua a ser o parceiro internacional mais activo. Para não deixar incompleta as obras da marginal 12 de julho, o Banco Mundial vai financiar a requalificação do lote 1 que começa na Praia Lagarto até o aeroporto internacional.

Gareth Guadalupe garantiu que já há acordo firmado com o Banco Mundial para completar as obras da marginal, assim como para as obras de reconstrução do troço da estrada nacional número 1, entre a cidade de Guadalupe e a Cidade de Neves.

Abel Veiga

1 Comment

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  1. Fuba com bicho

    3 de Dezembro de 2025 at 7:19

    O país vive de apoio externo(vai continuar, embora com parcelas menores, para levar a cabo investimentos, financiar infraestruturas, por vezes pagar contas ou gastos), há muito tempo, com cinquenta anos já atingiu a maturidade, está-se a caminhar para velhice, é tempo de se organizar melhor, ser/sermos rigorosos, sermos/ser transparente, trabalhar/trabalharmos, depender/dependermos menos dos outros, falar a verdade aos filhos, do que se tem para gastar, obrigar os filhos a contribuírem, a trabalhar,…apesar da casa ser pequena.

    O mal vem da orçamentação que jamais corresponde a receitas/despesas internas efetivas(não confundir receitas, com donativos, ou ajudas externas, pois que isto inverte a perceção da realidade, da capacidade do país, nas campanhas eleitorais façam/façamos promessas somente da organização/rigor/sustentabilidade para o país, jamais daquilo de nunca dispomos, é tempo de verdade, tempo de transparência),…

    Para que o povo tenha consciência e trabalhe, desde modo ajude a desenvolver o país

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