Economia

Economia circular em São Tomé e Príncipe

A integração da economia circular com o turismo sustentável e a economia azul é indispensável para São Tomé e Príncipe. Essa prioridade é sublinhada por um estudo sobre a implementação da economia circular no arquipélago, cofinanciado pelo Instituto Camões no âmbito da cooperação portuguesa.

A investigação identifica seis caminhos prioritários para o país, sublinhando desde logo a necessidade de uma governação eficaz e de maior coordenação entre os diferentes atores envolvidos.

Já existem várias iniciativas e projetos, e é fundamental que haja colaboração entre eles para uma melhor exploração das oportunidades”, destacou Rita Silva da Associação Portuguesa de Empresas de Tecnologias Ambientais.

Para além da gestão de resíduos, o estudo aponta outras áreas de intervenção.

Um terceiro caminho é necessariamente a educação e a mudança comportamental. O quarto relaciona-se com a gestão dos recursos naturais e da energia, numa lógica também ela circular. O quinto caminho prende-se com a promoção do empreendedorismo e do mercado”, enumerou Rita Silva.

A integração da economia circular com o turismo sustentável e a economia azul revela-se indispensável.

Para um país insular como São Tomé e Príncipe, a economia circular constitui uma necessidade urgente e estratégica.

Desde as dificuldades que enfrentamos com os materiais para a construção das nossas habitações até aos itens mais simples, como uma embalagem para um produto ou um saco para a compra do pão, falar de economia circular em São Tomé e Príncipe é muito pertinente”, defendeu Naida Catraio, Coordenadora da REINA.

O estudo, cofinanciado pelo Instituto Camões e cuja versão final será divulgada em breve, esteve em debate num seminário realizado no Centro Cultural Português, na cidade de São Tomé.

José Bouças

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