No dia 28 de janeiro, a Associação Internacional dos Transportes Aéreos informou o governo santomense sobre o levantamento do embargo sobre a exportação por via aérea. Um embargo sobre a exportação dos produtos nacionais por via aérea, que demorou quase 10 anos. Foi decretado no ano 2017, e teve impacto desastroso sobre a economia nacional. A exportação do chocolate ficou comprometida, e o embargo matou a única empresa nacional que cultivava e exportava flores, a Flora Speciosa do falecido engenheiro agrónomo Agostinho do Sacramento Dória.
O levantamento do embargo internacional à exportação aérea dos produtos de São Tomé e Príncipe, pode reanimar as trocas comerciais entre o arquipélago e os mercados vizinhos de África, assim como os da Europa e da América do Norte. Os operadores comerciais santomenses têm também a porta aberta para marcar presença nos novos mercados que se abriram no continente asiático, nomeadamente o mercado da China.
«Fomos informados da suspensão do embargo que recaia sobre o país concernente à exportação de cargas e correios a partir do aeroporto de São Tomé e Príncipe por via aérea. Daí que acreditamos que todas as condições estão criadas para que os operadores económicos possam desenvolver as suas actividades neste domínio», afirmou o ministro das infraestruturas e recursos naturais Nelson Cardoso.

Cacau, baunilha, pimenta, borboleta, chocolate e outros produtos exóticos estão na lista de produtos locais que voltam a ser exportados por via aérea.
Segundo o governo, outros produtos e bens santomenses poderão agora alimentar o mercado de saudade das comunidades emigrantes na Europa como o peixe Concon, barriga de Peixe Andala, «quiabos e outros produtos frescos tradicionais», precisa o executivo da ADI liderado por Américo Ramos.
«Mas há ainda trabalho a fazer, e por conta disso, esta segunda-feira estaremos a lançar a primeira pedra para construção do terminal de cargas, porque nós reconhecemos algumas insuficiências ainda a nível do nosso aeroporto», garantiu o ministro das infraestruturas.
A construção da unidade logística e operacional no aeroporto internacional Nuno Xavier Dias, pretende oferecer as melhores condições aos operadores económicos nacionais, nomeadamente o rastreio dos produtos e o seu acondicionamento. Condições alinhadas com as normas internacionalmente estabelecidas referiu o ministro Nelson Cardoso.
O governo destacou que o fim da interdição de exportação dos produtos nacionais por via aérea, só foi conseguido graças a um trabalho rigoroso e coordenado, «assente no reforço dos procedimentos de segurança, na formação e certificação internacional dos agentes de manuseamento de cargas e de controlo documental bem como no respectivo averbamento junto das instâncias internacionais competentes».
Porta aérea reaberta para os produtos de alta qualidade de São Tomé e Príncipe conquistarem o mundo.
Abel Veiga
Lucas
2 de Fevereiro de 2026 at 11:55
Fantástico
Peca por tardia