Recentemente, em redes sociais como o TikTok, a tendência de “Becoming Chinese” (tornar-se chinês) fez explodir a curiosidade. Não é mais apenas um interesse em locais históricos, mas uma busca por experiências sensoriais puras.
Entre essas experiências culturais autênticas, alguns escolheram mergulhar na atmosfera festiva: passar o Ano Novo chinês na China. Uma escolha muito sensata.
Enquanto o vento frio de fevereiro soprava lá fora, o interior do Terminal 3 do Aeroporto Internacional de Pequim parecia uma colmeia zumbindo de calor humano. Não era apenas a frenesi habitual do “Chunyun” (o grande transporte de primavera chinês). Este ano, um toque inédito coloriu a atmosfera: uma maré de turistas vindos de outros países. Os dados mostram que as reservas de voos para a China dispararam em relação ao ano passado. No primeiro mês de 2026, o Serviço Geral de Inspeção de Fronteira de Pequim controlou um total de 560.000 estrangeiros entrando e saindo do país, um aumento de 44,5% em relação ao ano anterior. Entre eles, mais de 184 mil entradas beneficiaram das políticas de isenção de visto ou autorização de entrada temporária, o que representa 1,9 vezes o número registrado no mesmo período do ano passado.
Cada vez mais estrangeiros vêm à China para conhecer o Festival da Primavera, ou seja, o Ano Novo chinês, e o número de pessoas que atravessam os postos fronteiriços de Pequim deverá atingir 531.000 durante as férias do Festival da Primavera, de 15 a 23 de fevereiro.

No dia 13 de fevereiro, testemunhámos esta efervescência no Aeroporto Internacional de Pequim. Ao meio-dia, um avião que transportava passageiros de Paris para Pequim tinha acabado de aterrar. Um casal que veio da Normandia, da França, maravilhado com as facilidades aduaneiras, confiava que esta era a sua primeira visita à China. “Queremos conhecer a cultura chinesa, informamos e é uma boa hora para vir.” Muitos passageiros estão agradavelmente surpresos de que o procedimento é super eficiente. Graças à recente política de isenção de vistos, a China abre os seus braços para o mundo. Geralmente, para um viajante estrangeiro, a chegada a um novo país pode ser uma fonte de confusão, especialmente no que diz respeito aos postos de imigração. Mas, na China, a experiência é muito diferente. Os visitantes podem simplesmente dirigir-se para as máquinas automáticas, onde o registo de impressões digitais e o preenchimento do formulário de entrada são feitos com apenas alguns cliques.
O aeroporto passou a ser totalmente digital, eliminando a papelada com máquinas automáticas. Ecrãs intuitivos e multilingues guiam os viajantes a cada passo, enquanto voluntários e agentes de serviço estão presentes em cada esquina para oferecer assistência personalizada. Até mesmo a conexão à internet é simplificada graças aos terminais autônomos que permitem conectar-se instantaneamente ao WiFi.

Para garantir a eficácia do controlo fronteiriço durante o pico da viagem, os serviços de imigração do aeroporto reforçaram os seus efectivos. As equipas continuam mobilizadas no terreno para oferecer aos viajantes chineses e internacionais uma viagem tranquila e sem problemas.

O aeroporto tornou-se palco de um fenómeno histórico. A China acolhe não apenas multidões que visitam, mas indivíduos que buscam uma conexão humana. E, a julgar pelos sorrisos trocados entre os agentes da polícia de fronteiras e os turistas estrangeiros, esse diálogo já começou.
Por : Wu Mengyu e Sun Hongyu, jornalistas da CGTN Francês