Política

Assembleia Regional do Príncipe contesta o facto da companhia de bandeira nacional, STP- Airways não realizar voos de ligação entre as duas ilhas

STP-Airways presidente-assembleia-regional-principe.jpg, está operacional desde 2008, assegura a ligação semanal entre o arquipélago e Portugal, e está a prepara-se para abrir mais uma linha desta feita para o Brasil. No entanto não faz nenhum voo entre as duas ilhas. Nestor Umbelina, Presidente da Assembleia Regional contesta, ainda mais, quando a companhia de bandeira nacional prometeu que em Janeiro passado, um avião ia ser disponibilizado para ligar as duas ilhas.

Em declarações a imprensa são-tomense, em Dezembro de 2008, o Director de Relações Públicas da STP-Airways, José Caetano Pestana, garantiu que a companhia de bandeira nacional, iria contratar uma aeronave para em Janeiro começar a fazer a ponte aérea entre as duas ilhas, bem como para a sub-região africana.

Era uma prioridade, segundo José Caetano Pestana. «Prioritariamente um novo avião para assegurar a ligação regional. Existem muitas propostas em cima da mesa e durante a primeira quinzena de Janeiro estarão fechadas», declarou nos finais de Dezembro de 2008.

Porém até o momento a STP-Airways, não faz ligação aérea entre as duas ilhas, e o aparelho a ser contratado para o efeito ainda não chegou ao país.

Uma situação que deixa a ilha do Príncipe mais isolada, considera Nestor Umbelina. «A companhia aérea de bandeira nacional já está a voar para a Europa, brevemente voará para o Brasil, mas ainda não sabemos quando começará a voar para a nossa região», reclamou.

As tentativas do Téla Nón para encontrar um esclarecimento da STP-Airways sobre a promessa feita em Dezembro, não tiveram êxito.

A falta de transporte inter-ilhas, continua a enfurecer as autoridades do Príncipe. «A Republica santomense é do povo das duas Ilhas, mas sentimos que a Região do Príncipe está cada vez mais só, na sua luta contra a insularidade relativamente a Ilha de S.Tomé e ao Mundo. Num Estado ausente de governos instáveis, que só aparece quando é forçado a aparecer; continuamos religiosamente a espera do barco prometido pelos sucessivos governos para a ligação das duas ilhas», reforçou.

Abel Veiga

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