São Tomé e Príncipe afirma‑se entre os países da África Subsariana com maior cobertura vacinal.
“Estamos com uma boa cobertura. A nível da primeira dose da vacina atingimos 98%, e na terceira dose, que é a última, alcançamos 96%. Estamos a falar de todas as vacinas, desde o BCG, com uma cobertura ligeiramente superior, até à pentavalente, ao rotavírus e à poliomielite”, destacou Solange Barros, Coordenadora do Programa Alargado de Vacinação.
A eliminação do tétano neonatal em 1989, da poliomielite em 1982 e a interrupção da transmissão do sarampo em 1994 são marcos que comprovam o impacto transformador do compromisso do arquipélago com a saúde preventiva. Em reconhecimento destes feitos, a Organização Mundial da Saúde distinguiu o Programa Alargado de Vacinação.
“Este reconhecimento implica maior responsabilidade. Temos de continuar a envidar esforços para manter a boa cobertura e, se possível, ampliá‑la ainda mais”, sublinhou Solange Barros.
Os indicadores atuais reforçam esta trajetória: a mortalidade neonatal situa‑se em cerca de seis mortes por mil nados‑vivos, muito abaixo da média africana, e mais de 95% dos partos são assistidos por profissionais de saúde qualificados.
Em sinal de apreço pelo compromisso contínuo com a promoção da saúde e do bem‑estar da população, a OMS homenageou igualmente o Estado santomense.
“Os sucessivos governos têm dado grande importância à saúde e têm trabalhado em estreita colaboração com a OMS para melhorar os cuidados, ultrapassar epidemias e criar condições para o futuro da saúde do povo santomense”, afirmou o Primeiro‑ministro Américo Ramos.
As distinções foram atribuídas durante o ato central que assinalou os 50 anos de cooperação entre São Tomé e Príncipe e a Organização Mundial da Saúde.
José Bouças