
O jurista e membro da comissão política do MLSTP/PSD, disse a imprensa que na reunião do Conselho Nacional do seu partido no último fim de semana, o grupo que contesta a liderança de Rafael Branco, diz que conseguiu desmontar na reunião a ” Operação Guno Tiny”. Uma operação de corrupção que 3envolve fundos da petrolífera Sonangol, que estão a ser canalizados para São Tomé e Príncipe no âmbito da cooperação entre o arquipélago e Angola. «É uma operação dirigida por algumas pessoas nomeadamente o senhor Carlos Tiny, que é pai do Guno Tiny, que concebe todas as operações maquiavélicas de corrupção declarada e velada neste país. É uma corrupção que envolve a venda das acções da ENCO(empresa nacional de combustíveis), no que concerne também a STP-airways, na operação da ENAPORT, na operação do porto de águas profundas. Toda essa operação é maquiavélica e corrupta chefiada por Carlos Tiny e executada por Guno Tiny. Nessas operações o financiamento virá da Sonangol. É o senhor Guno Tiny que é filho de um dos dirigentes do MLSTP/PSD o senhor Carlos Tiny, e que trabalha no escritório do senhor Feijó, um dos juristas da Sonangol, que monta toda a operação corrupta em São Tomé e Príncipe», denunciou Adelino Izidro.
Numa altura em que as autoridades angolanas decidiram lançar uma campanha anti-corrupção designada mãos limpas, o advogado Adelino Izidro, diz não ser admissível «que neste momento monta-se um esquema de corrupção pelo senhor Guno Tiny para financiar todo um conjunto de corrupção neste país. Porque todos os projectos que envolvem a Sonangol, é uma operação fraudulenta corrupta. Porque através dele se financia uma grande montagem de corrupção neste país. E neste momento quem dirige a operação é o Guno Tiny através do seu pai que é o senhor ministro dos negócios estrangeiros Carlos Tiny, que transformou o ministério num ministério de negociatas. Nós os são-tomenses não podemos permitir que o país esteja, nessa condição», reforçou, Adelino Izidro.
Note-se que a empresa angolana Sonangol, está envolvida em vários projectos em São Tomé e Príncipe, nomeadamente a construção de um porto petrolífero na região norte da ilha de São Tomé, e tem acordo assinado com o governo para reabilitar e modernizar o aeroporto internacional, bem como o porto de Ana Chaves. A Sonangol comprou também as acções do estado são-tomense na empresa distribuidora de combustíveis a ENCO no valor de 32 milhões de dólares norte americanos.
Abel Veiga