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“Todos temos de ser hoje heróis no ressurgir do país”

No acto Central dos festejos do trigésimo nono aniversário da independência nacional que decorreu na Praça da independência, o Presidente da República, recorreu a letra do hino nacional escrito pela poetisa Alda Graça Espírito Santo, para inspirar a nação são-tomense.

 

«Reunimo-nos hoje, mais uma vez, nesta emblemática praça, para celebrar o dia da independência. Ao recordar hoje o momento único em que simbolicamente, há 39 anos, começámos a escrever a nossa história quando pela primeira vez, nesta praça, foi hasteada a bandeira nacional e entoado o hino nacional permitam-me sublinhar um pequeno excerto da letra do nosso hino escrita pela saudosa Alda Espírito Santo. 

Na cruzada dos povos africanos
Hasteando a bandeira nacional
Voz do povo, presente, presente em conjunto
Vibra rijo no coro da esperança
Ser herói na hora do perigo
Ser herói no ressurgir do país
 

Tal como então todos temos de ser, hoje, heróis no ressurgir do país rumo a um futuro colectivo com que todos sonhámos quando nos tornámos independentes. 

Um futuro de prosperidade, desenvolvimento, progresso e justiça social.Um futuro com valores e ideais de, liberdade, solidariedade, fraternidade, união e igualdade. 

Esse futuro com que sonhámos e que foi o fermento da luta pela libertação, a esperança que nos uniu para alcançar um objectivo, continua presente e é esse espírito que nos deve contagiar ao celebrar este dia. 

Mais uma vez temos de ser heróis em causas que nos mobilizem valorizando o que nos une e convivendo com tolerância com as diferenças fundadas na livre escolha de cada um, quer sejam estas de natureza política, religiosa ou de outra natureza. 

E a grande causa de que vos queria falar hoje, nesta cerimónia, é o futuro de São Tomé e Príncipe, da nossa pátria, e os desígnios nacionais como o combate à pobreza, a luta contra a corrupção e a criação de condições para que a economia crie riqueza que assegure ao estado condições para desenvolver as suas funções e melhorar a vida de todos os Santomenses. 

Temos que, tal como disse no ano passado, dar as mãos ao futuro do país, porque só de mãos dadas, em permanente diálogo, com a união de todos os Santomenses, fundada na nossa identidade, cultura, costumes e tradições, estaremos em condições de vencer os enormes desafios que se colocam neste século XXI. 

Temos que saber dar as mãos em torno de projectos concretos, indispensáveis para desenvolver o país, que reúnam o consenso necessário para que sejam executados independentemente dos ciclos políticos. 

Esta é uma tarefa que é desta e das próximas gerações, que é de todos e para todos, apesar das diferenças entre cada um que existirão sempre numa sociedade livre e plural como é a nossa. 

Temos, por isso, que saber transmitir à juventude que não viveu a opressão colonial a ideia que vale a pena lutar hoje, como no passado, por ideais e por causas mobilizadoras que permitam ao país apanhar o comboio de desenvolvimento que está a atravessar o continente africano. 

Só assim podemos renovar a confiança no futuro e esta é uma mensagem que estará sempre presente no dia em que celebramos a data em que conquistámos a nossa liberdade 

Compatriotas 

O país vai realizar dentro de três meses as eleições legislativas, autárquicas e regionais no Príncipe. 

São três actos eleitorais da maior importância para o país em que os cidadãos vão pronunciar-se sobre a legislatura que está a chegar e sobre o futuro do país. 

Gostaria a este propósito de apelar a que as campanhas eleitorais decorram com serenidade, elevação, civismo, respeito pelas ideias de cada um, centrada em ideias e propostas e nos reais problemas que afectam o país e que preocupam todos os Santomenses. 

A luta política, natural em democracia, não tem que necessariamente ser sinónimo de desunião, desrespeito, ameaças, chantagens e compra de consciências porque como várias vezes tenho afirmado em política existem adversários não existem inimigos. 

Compatriotas 

Permitam-me a terminar dirigir uma saudação especial à diáspora, aos cidadãos santomenses que residem fora do país, e que nesse mundo são autênticos embaixadores da nossa identidade. 

Gostaria de aproveitar também esta oportunidade de agradecer a todos os cidadãos estrangeiros que residem no nosso país e que através do seu trabalho dão também o seu contributo ao desenvolvimento do país. 

Juntos, faremos de São Tomé e Príncipe uma terra firme de oportunidades para todos». 

 

 

 

    10 comentários

10 comentários

  1. arroz podre

    14 de Julho de 2014 as 9:47

    Este discurso do Pinto da Costa é uma impostura (de boca para fora).
    O anúncio da data das eleições foi um peso que Pinto tirou nas suas costas, não havia outra saída.
    Uma vez que na política não existe inimigos, então respeita as ideias do ADI e dos membros.

  2. BÔ kÊ BLACO

    14 de Julho de 2014 as 10:54

    Nos dois últimos anos assistimos a pior festa do aniversário da nossa independência. No ano passado foi feita a porta fechada no Palácio dos Congressos e neste ano na praça da independência com um virar de costas dos Santomenses que andam nesses últimos 18 meses mais frustrados como nunca, com o governo que lhe foi imposto. Estavam meia dúzia de curiosos, alguns grupos culturais e militares! Mas não se esqueçam: a festa da independência deve ser a festa do povo! Esperemos que o ano 2015 seja diferente! VIVA O POVO DE STP!

  3. DE STP

    14 de Julho de 2014 as 10:57

    Festa da vergonha e da revolta do povo de STP que anda aborrecido e muito aborrecido!

  4. Zé Povo

    14 de Julho de 2014 as 11:12

    Com data de eleições marcadas, com acto central de 12 de Julho decorrido na Praça da Independência, não sei se as pessoas deram conta do barulho que se produziu em torno da presença de Fradique de Menezes.
    Meus senhores, cuidado que os sonhos cinzentos do ADI vão cair por terra porque de certyeza que nunca pensarem que Fradique estaria disponível para ser candidato à primeiro ministro.
    ADI estava a esfregar mãos de contente quando se ouvir falar da candidatura de Osvaldo Vaz, de Rafael Branco ou meso de Xavier Mendes porque ele os iria derrotar na primeira hora. Mas agora a coisa está preta para o ADI e para o Patrice.

  5. santola que bate

    14 de Julho de 2014 as 11:47

    A festa não importa, o que importa é que essa data nos faz reflectir sobre o passado e o futuro do nosso país. Temos que pôr a politica de lado e ver o nosso quotidiano, porque muitos de nós falamos de erros dos políticos esquecendo que o ser humano é um ser politico, então meus irmãos vamos mostrar a nossa politica LIMPINHA, isso quer dizer, vamos fazer a nossa parte, vamos dar o nosso contributo ao STP, esse país precisa muito mais de nós do que a cabeça de um ou de outro. Nós somos capazes..se concordas comigo mete um gosto aqui. Чёрный Перец

  6. saudosofrancisca

    14 de Julho de 2014 as 12:03

    O Pinto que continue a fazer a sua festa no Palacio dos Congressos a porta fechada, com os seus, k este povo já não está interessado, ele k se prepare porque é o único mandato como presidente, e o povo fara o seu julgamento brtevemente.

  7. Ai meu STP

    15 de Julho de 2014 as 0:56

    Hoje não está o teu no poder tas distratar ate o Presidente Republica, amanha estará o teu no poder o outro vai distratar.

    Resultado : Tamos sempre a destratar os nossos dirigentes, afundando cada vez mais o nosso país.

    até o nosso PR distratamos como se fosse qualquer um porque isso é democracia para os santomenses.

  8. Cidadão Santomense...

    15 de Julho de 2014 as 11:28

    Concordo como o Início do Comentário de “Bô Kê Blaco”, mas não na vertente de uma análise crítica com relação aos políticos Santomenses, que de uma forma generalizada não têm demonstrado lutar e trabalhar com afinco ao favor do Povo “pequeno” desta Nação…
    Uma “TRISTE” representação da Festividade da 39ª Aniversário da Nossa Independência, uma comemoração sem qualquer simbologia de uma verdadeira Luta e Conquista pela nossa “LIBERDADE”, liberdade entre aspa porque os Líderes Políticos e Governantes desta Nação que pertence a todos nós, estão virados as estratégias enganosas face as eleições que se avizinha, no sentido de ludibriar mais uma vez aqueles (Povos) que sem oportunidades de um futuro mais promissor, que trabalham muitas delas indignamente em busca de um sustento para adiar simplesmente um decesso vagaroso das famílias que não têm outra alternativa.
    É lamentável e irremissível… que “ Durante a cerimónia do Acto Central dos festejos do trigésimo nono Aniversário da Independência Nacional que decorria na Praça da independência, sob olhares contentados e resignados de alguns cidadãos, que por um lado gozaram de oportunidades de estarem LIVRES nesse dia para estarem presentes, por outro lado, mesmo nas mediações da Praça da Independência, cidadãos “PRESOS” no trabalho para empresas privados, muitas delas cidadãos estrangeiros como proprietários, que mantiveram de portas abertas durante a cerimonia, detendo cidadão santomense que sem qualquer opção são sujeitos aos propósitos dos Patrões, simplesmente por detentores de poder não acautelarem na violação dessa sublime data, de um significado profundamente Histórico e Cultural para toda a Nação, uma vez que coincidiu com o final de semana”.

  9. Valter Loi-Heng

    15 de Julho de 2014 as 13:58

    O povo só festeja se tiver de facto feliz. Será que o nosso povo e feliz???

  10. manuel soares

    17 de Julho de 2014 as 7:45

    Bom dia meus caros, sr presidente Pinto da Costa, larga o passado e vira-se mais para o presente e o futuro, o país tem cerca de 190 mil habitantes e queremos pão, paz e amor, educação, saúde, trabalho, segurança, justiça e o bem estar para toda população, pense nisto e esqueçe o ódio e o rancor!

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