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Exército com dificuldades na mobilização de homens para treino Ruandês

O Téla Nón, apurou que o exército são-tomense, regista alguma dificuldade na mobilização de sargentos e cabos para participarem no treino com os militares ruandeses que chegaram ao país. Nos últimos tempos o Governo intensificou a formação das forças armadas e de segurança.

No início do primeiro trimestre deste ano, o executivo enviou dezenas de sargentos para formação de 6 meses no Reino de Marrocos. A fonte militar explicou ao Téla Nón, que regista-se alguma dificuldade na mobilização de homens sobretudo sargentos, para a nova frente aberta com a chegada do pelotão ruandês.

Os cabos R/C, ou seja, cabos readmitidos ao serviço militar em regime de contrato, foram convocados para voluntariamente se inscreverem. Pelo que o Téla Nón apurou até o fim de semana, a maioria dos cabos R/C, não se inscreveu para tomar parte nos treinos.

Fonte do Téla Nón garantiu ao jornal, que para evitar o fiasco em termos de participação dos militares do exército na primeira acção de formação ruandesa, os cabos RDC correm o risco de perderem a possibilidade de renovação dos seus contratos de serviço militar, caso resistam em não  participar no treino.

A acção de formação dos militares ruandeses, abrange também as forças de defesa e segurança. Na sexta – feira, na sessão plenária da Assembleia Nacional, o ministro da presidência e dos Assuntos Parlamentares, Afonso Varela, explicou que os 20 oficiais militares do Ruanda, vão formar agentes da polícia nacional, os agentes da segurança do Estado cuja instituição é designada UPDE, a Guarda Presidencial e os militares do exército.

Note-se que recentemente, e no quadro da cooperação técnico-militar com Portugal e também com o Brasil, os agentes de segurança do Estado e alguns militares do exército foram formados em matéria de defesa pessoal dos dirigentes do Estado.

Os agentes da Polícia Nacional,  foram formados em todos os domínios de manutenção da ordem pública e protecção dos dirigentes do Estado, e são seguidos por assessores militares portugueses destacados no país. No quadro da cooperação com Angola foi criado o corpo de intervenção da polícia nacional, os chamados Ninjas, para lidar com situações de terrorismo e outras ameaças.

Tal grupo acabou por ser extinto, após conflitos no passado com o Governo. Acto contínuo e no quadro da cooperação com Portugal, foi criado o GES, o grupo especial de segurança da polícia nacional, que foi treinado por operacionais do Grupo de Operações Especiais da Polícia de Portugal. O GES de São Tomé e Príncipe, foi preparado por Portugal, para combater qualquer tipo de ameaça a segurança nacional, nomeadamente contra acções terroristas.

Portugal, Estados Unidos de América, e o Brasil  têm assessores militares fixos no território são-tomense.

Para terminar, no mês de Março último, dois navios da armada de guerra de Portugal, realizaram exercícios de fiscalização e protecção da fronteira marítima são-tomense. Pela primeira vez, fuzileiros navais dos dois países, envolveram-se em operações especiais, tanto no mar como na terra. As forças especiais são-tomenses, os fuzileiros navais, foram treinados por fuzileiros navais brasileiros, e são assessorados por especialistas militares brasileiros destacados em São Tomé.

Antes disso, no início do mês de Março último, os militares são-tomenses participaram nos exercícios Obangame 2017, promovido pelos Estados Unidos de América, e que envolveu militares de todos os países do Golfo da Guiné e grandes potências militares internacionais da Europa, América Latina e América do Norte. Os militares da guarda costeira são-tomense desenvolveram manobras nas águas territoriais nacionais, em exercícios de combate a todo tipo de ameaças, desde trafico de drogas até acções terroristas.

Agora é a vez dos militares do Ruanda, darem conhecimentos as forças armadas e de segurança de São Tomé e Príncipe.Espera-se que na hora H, os nossos militares não fiquem confusos, depois de tantos treinos de escolas militares tão díspares.

Abel Veiga

    13 comentários

13 comentários

  1. Brasileiro

    7 de Maio de 2017 as 13:15

    Seria interessante que este meio jornalístico fizesse uma série de reportagens informativas sobre o funcionamento das forças armas são-tomenses para melhor esclarecer os cidadãos do funcionamento das entidades públicas da nação.

  2. Martelo da Justiça

    7 de Maio de 2017 as 13:26

    Logo vinte instrutores para quê???!!!No mínimo isto cheira-me uma grande trapalhada. Deus nos livre…

  3. Mualatefossa

    7 de Maio de 2017 as 14:31

    Construção do Dubai de África….
    Tleno matam guem cu mom cume closson, zuga bola cu cabeça..
    Olá testoterona inem manse subli mina non só buia…

  4. FCL

    7 de Maio de 2017 as 14:38

    E normal que haja pouca mobilização…
    As cabras vieram para fecundar…
    Agora vem os militares
    E precisa que as coisas fiquem bem explicadas…

  5. Quidide

    8 de Maio de 2017 as 6:36

    É o que acontece quando as coisas são mal programadas.Se as tropas santomenses não estão mobilizadas nem valia a pena despender recursos para este espectáculo. Já temos experiência com as FAPLAs… Coitadas das mulheres santomenses…

  6. luisó

    8 de Maio de 2017 as 8:27

    Quem segue o téla tem visto as minhas posições sobre as ditas forças armadas de stp.
    Cada vez tenha mais razão em dizer o que digo….

  7. Mé - Zemé

    8 de Maio de 2017 as 8:36

    Com tantas formações, o pessoal já não vai saber qual metodologia a usar, pois cada país tem métodos de trabalho diferente. Ainda, os nossos militares vão dar em doidos…

  8. rapaz de Riboque

    8 de Maio de 2017 as 8:42

    vem ai tempestade Deus queira que não

  9. EX

    8 de Maio de 2017 as 10:35

    Tantas formações para os militares nenhuma para os Ministros, Deputados e Dirigentes para deixarem de serem aldrabões e mentirosos, e menos corruptos?

  10. Orhg

    8 de Maio de 2017 as 11:48

    “Espera-se que na hora H, os nossos militares não fiquem confusos, depois de tantos treinos de escolas militares tão díspares.”

    É natural que haja opiniões diferentes e divergentes, mas neste caso chega a ser preconceito. Se fosse militar de qualquer outra potência mundial, não haveria esse tipo de alarido.
    Conhecimento nunca é demais. O mais importante ainda é saber assimilar e empregar da melhor forma.

  11. Brasileiro

    8 de Maio de 2017 as 17:49

    Obs:em meu comentário anterior onde está escrito “…forças armas são-tomenses”, leia-se “Forças Armadas São-Tomenses”.

    Grato.

  12. Nuno Menezes

    8 de Maio de 2017 as 19:20

    Exército com dificuldades na mobilização de homens para treino Ruandês

    Nao acredito nisso… ve para crer, Em Sao Tome e Principe quando se entra pela primeira vez para a tropa os Militares eles entram como sargentos e cabos?
    E os Soldado raso?
    Esses sim Soldado raso juntamente com Sargento e cabos devem participar nos exercicios de treinamento.

    Nada mais a comentar.

    Nuno Menezes
    Londres,Reino Unido (Lincoln)

  13. Gabriel Furlani Schultz (Rio de Janeiro - RJ)

    13 de Maio de 2017 as 15:42

    Curiosa essa cooperação. STP tem já programas de cooperação suficientes com Portugal, Brasil, EUA, etc. E como nação insular, STP deve se atentar para as questões do mar e costeiras, como para a formação de tropas de assalto anfíbio, como os fuzileiros navais. Ruanda sequer tem saída para o mar. Configuração territorial completamente diferente da realidade são-tomense.

    Isso somado ao questionável quadro de atuação recente das Forças de Ruanda torna tal programa de cooperação alvo de perguntas.

    abraços aos irmãos são-tomenses

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