Destaques

Treino ruandês gerou incidente com viatura de Pinto da Costa

O incidente entre os homens que estão ser treinados pela tropa ruandesa, e a viatura do ex-presidente Manuel Pinto da Costa, aconteceu antes da última operação de treino que teve lugar quinta – feira 31 de Agosto, no edifício da Assembleia Nacional e que gerou outro incidente.

O ex-Presidente da República que se encontrava em Angola, na qualidade de observador das eleições presidenciais realizadas naquele país no dia 23 de Agosto, não esteve envolvido no incidente. Na semana anterior as eleições angolanas, os seguranças de Pinto da Costa, decidiram aquecer a viatura do ex-Chefe de Estado.

Um dos seguranças que relatou toda a história para o Téla Nón, explicou que subiram para a Vila de Batepá, e no regresso, exactamente na porta de entrada do Liceu Maria Manuela Margarido, homens vestidos com calças camuflado e tshirts, empunhando AK-47, ordenaram que a viatura fosse estacionada.

Segundo o segurança que falou para o Téla Nón, um oficial do exército que faz parte da equipa de segurança do ex-presidente da República, se encontrava também na viatura e devidamente fardado. Este rejeitou a ordem dada pelos homens armados, que estavam a ser comandados pelos oficiais militares ruandeses.

O relato da discussão diante do Liceu Maria Manuela Margarido, indica que os seguranças do ex-presidente, Manuel Pinto da Costa, não reconheceram nos homens comandados pelos Ruandeses, legitimidade para realizar a operação STOP no país. «Dissemos a eles que só a polícia de trânsito ou a Polícia Militar, tem competência para fazer esse trabalho», declarou para o Téla Nón.

«E mais…. dissemos a eles se não sabiam que a viatura é do ex-presidente da República», acrescentou o segurança.

«Eles disseram que estavam a realizar um exercício, em que o cenário era o seguinte : Autoridades importantes vão entrar no Liceu e a missão  era de revistar as pessoas e as viaturas que estariam a circular na única estrada diante do Liceu», acrescentou.

Os homens que estavam a conduzir a viatura do ex-presidente Pinto da Costa, ignoraram as explicações dos homens comandados pelos ruandeses, e seguiram viagem rumo a cidade de São Tomé.

Note-se que o exercício comandado por militares ruandeses, que está a gerar incidentes no país, faz parte do plano de defesa e segurança nacional, que segundo o Primeiro-ministro Patrice Trovoada, pela primeira vez está a ser implementado no país, pelo seu governo, e é coordenado por ele, enquanto coordenador de toda a política de defesa e segurança nacional.

Abel Veiga

    11 comentários

11 comentários

  1. Vexado

    2 de Setembro de 2017 as 20:48

    O primeiro ministro gosta de protecção dos mercenários. Primeiro, foram os búfalos, segundo o tal português que tiveram que expulsar e agora os ruandeses.
    Muito karma.

    As tropas ruandeses estão em Stp para reprimir o povo e ameaçar os deputados em troco de qualquer coisa.

    Depois quando as coisas dão bota, bem com cara de Santo dizer que é mentira.

    Esse primeiro ministro sabe é muito.

  2. Maria Silva

    3 de Setembro de 2017 as 9:28

    É ….. Quem não mata morre , quem não marca sofre !

  3. rapaz de Riboque

    3 de Setembro de 2017 as 11:49

    isto realmente esta-se a tornar um caos onde se viu isso : Os nossos militares não são competentes para a defesa do nosso território? será que são assim tão impotentes e que é preciso aqueles Ruandeses virem para cá nos meter medo ? isto vai para mau caminho meus senhores preparam-se para o pior este Patrice é mau e esta a preparar um banho de sangue

  4. Maria de Fatima Santos

    3 de Setembro de 2017 as 14:05

    Adoraria que o Plano de Defesa e Segurança Nacional tivesse primeiro em conta a defesa e segurança da população, agora vítima de assaltos de toda a ordem e para a qual não existe disponibilidade e nem defesa por parte de ninguém. Sim, esta não tem quem a defenda e o perigo é real e vivido todos os dias

  5. Maria de Fatima Santos

    3 de Setembro de 2017 as 14:07

    É é o modelo Ruandês que nos convém!…

  6. Nom Molê

    3 de Setembro de 2017 as 18:29

    O Patrice Trovoada não esta a dar sinais de alguém que um dia vai aceitar um veredicto das urnas que não for ao seu favor. Tenho cada vez mais medo de viver em STP.
    São Tomé poderoso livrai-nos deste ditador sanguinário. Este povo humilde não merece

  7. Original

    4 de Setembro de 2017 as 7:26

    Actualmente qual é o papel das Forças Armadas em STP?

  8. SAMPONHA

    4 de Setembro de 2017 as 11:23

    Toda a obra maquiavélica de Patrice Trovoada contra a vida do Povo Santomense,S.Tomé Todo Poderoso e Santo António, Deus vai desfazer hoje.O senhor Patrice Trovoada viu nas tropas Ruandesas,um exército sanguinário para fazer sangue em S.Tomé e Príncipe e conseguir os seus objectivo. Tropas destinadas a comer gente, cortando os membros para depois a tirar a matar sem dó nem piedade É a prática de genocídio. Como já o fez em 1994 em Ruanda,morrendo centenas das populações inocentes.Abrem os olhos povo santomense. Não se deixam enganar com as inaugurações para depois vir todos à sofrer.

  9. falar verdade

    4 de Setembro de 2017 as 13:31

    Santomenses meu povo ” Acordem do Sono”
    Entenda o genocídio de Ruanda de 1994: 800 mil mortes em cem dias.
    Por que eram tão cruel?
    Ruanda é uma sociedade rigidamente controlada. O então partido governante, MRND, tinha uma ala jovem chamada Interahamwe, que foi transformada em uma milícia para realizar o genocídio. Armas e listas de alvos foram entregues a grupos locais, que sabiam exatamente onde encontrar suas vítimas.
    Como o genocídio foi realizado?
    Com organização meticulosa. As listas de opositores do governo foram entregues às milícias, juntamente com os nomes de todos os seus familiares. Vizinhos mataram vizinhos, e alguns maridos até mataram suas mulheres tutsis, dizendo que seriam mortos caso se recusassem. Na ocasião, carteiras de identidade apresentavam o grupo étnico das pessoas, então milícias montaram bloqueios nas estradas onde abateram os Tutsis, muitas vezes com facões que a maioria dos ruandeses têm em casa. Milhares de mulheres tutsi foram levadas e mantidas como escravas sexuais.
    E já se ouve falar da criação destas milícias, por tropas ruandesas que se encontram em S.Tomé e Príncipe!

  10. António

    4 de Setembro de 2017 as 17:05

    A defesa de São Tomé e Príncipe deve ser feita fora das povoações, a fim de o inimigo não entrar: nas praias para evitar desembarques clandestinos; no aeroporto, para evitar invasão pelo ar; na zona portuária, para impedir um desembarque inimigo na capital; no mato, para não deixar o inimigo se instalar ou derrotá-lo, se já tiver chegado; no quartel general, para impedir que seja tomado por ESTRANGEIROS; de noite, nas estradas desguarnecidas, para impedir que alguém mal intencionado por elas circule e assalte o Povo que dorme…Agora dentro das Povoações e contra a População pacifica só pode ser mesmo para amedrontar e criar clima de golpe de estado
    Penso que a Constituição, se for digna, impede que os militares, ainda por cima estrangeiros e ilegais, incomodem a População seja sob que pretexto for. Só em caso de estado de excepção fundamentado e devidamente decretado pelo Parlamento e subscrito pelo Chefe de Estado a ordem pública sai da tutela da força policial.

  11. joao manuel da trindade

    6 de Setembro de 2017 as 8:14

    Oh homem, Antonio deixa de burro.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Recentemente

Topo