Política

Combate à Máfia II

O Primeiro Ministro Patrice Trovoada quer acabar com a máfia instalada no país e assumiu o desafio de pôr o sistema de justiça de São Tomé e Príncipe, a funcionar  no sentido de o mais breve possível separar as águas da corrupção no país.

Patrice Trovoada anunciou que o seu governo decidiu em parceria com o Supremo Tribunal de Justiça, incorporar a partir de 2018, magistrados portugueses e agentes da Polícia Judiciária portuguesa, no sistema de justiça são-tomense, para ajudar a desvendar e a eliminar a corrupção e a máfia instalada no país.

Como acção imediata neste combate contra a Máfia instalada em São Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada, anunciou que está a colocar a disposição do ministério público, todos os meios necessários para esclarecer o caso da tentativa de corrupção no supremo Tribunal de Justiça, no âmbito do processo da Cervejeira Rosema.

Um caso que foi denunciado pelo próprio Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, tendo apresentado queixa crime contra o seu ex-assessor Justino Veiga.

O desafio assumido pelo Chefe do Governo acaba por afrontar o Procurador Geral Frederique Samba, e o Ministério Público, que ao longo dos anos não tem conseguido levar a bom porto, a investigação em torno de dezenas de denúncias e de indícios de actividade alegadamente mafiosa em São Tomé e Príncipe.

Ao longo dos anos, o Jornal Téla Nón, relatou diversas situações suspeitas de corrupção, e que apontavam para a instalação da máfia no país. Como avisou o Primeiro Ministro Patrice Trovoada, a máfia que se instalou, ameaça à democracia.

No dia 7 de junho do ano 2013, num artigo de investigação, o Téla Nón, denunciou os indícios de uma operação suspeita de branqueamento de capital.  O artigo foi sustentado por um recibo emitido para transacção de dinheiro em espécie de São Tomé para o Gabão. O recibo com assinatura alegadamente de Patrice Trovoada, e contendo a insígnia do Gabinete do Governo de São Tomé e Príncipe, tem data de 28 de Março de 2012. Na altura Patrice Trovoada era Primeiro Ministro de São Tomé e Príncipe. O recibo deu conta que o senhor Henry Claude Oyma do BGFI Bank de Libreville – Gabão, recebeu em São Tomé, o valor de 400 mil euros e 300 mil dólares e seguiu viagem para Libreville onde o montante seria depositado na conta  81011146011-03 de um banco em Libreville – Gabão.

O Ministério Público de São Tomé e Príncipe entrou em acção, espalhou um Edital nas ruas da cidade de São Tomé, notificando assim Patrice Trovoada para estar presente no Ministério Público as 14 e 15 minutos do dia 17 de Julho do ano 2013.  Até a presente data, não se sabe se Patrice Trovoada compareceu no Ministério Público. Até a presente data não se sabe se o Procurador Geral Frederique Samba, conseguiu ouvir o arguido Patrice Trovoada em torno da suspeita de branqueamento de capital.

Confira os factos nos respectivos artigos :

Forte suspeita de lavagem de dinheiro recai sobre o ex-Primeiro Ministro Patrice Trovoada

Patrice Trovoada deve ser interrogado esta quinta – feira pelo MP 

Em Setembro de 2015, um segurança do Chefe do Governo procurou o Jornal Téla Nón para denunciar a existência de muito dinheiro na residência de Patrice Trovoada. O segurança disse que retirou várias placas de dólares e euros da burra que se encontra na residência do Chefe do Governo.

o Segurança contou que conseguiu realizar os seus sonhos, tendo comprado carro, construído casas, etc etc. Segundo o segurança o dinheiro é tanto que o Chefe do Governo nem dava conta das placas em moeda estrangeira que paulatinamente ia retirando da burra.

Neste caso o Ministério Público nem sequer, procurou saber a origem do dinheiro que segundo o segurança estava armazenado na residência do Primeiro ministro, e muito menos quis o Ministério Público saber se as finanças públicas cobraram impostos sobre a montanha de dólares e euros,  que se encontrava na residência de Patrice Trovoada.

Confira o artigo que conta toda história do dinheiro e da burra: Ex-segurança de Patrice lança ultimatos

Vale tarde do que nunca. O Procurador Geral da República e o sistema de justiça foram confrontados com um desafio claro do Primeiro Ministro. Desmantelar a rede mafiosa que se instalou no país, e separar as águas. Separar também o trigo do joio.

Espera-se que o Ministério Público desperte de facto e permita que a máfia instalada seja definitivamente identificada.

Abel Veiga

    7 comentários

7 comentários

  1. Maria Silva

    9 de Dezembro de 2017 as 14:16

    Senhor Procurador Geral da Republica ( Senhor Samba ) abra uma investigação ou dê continuidade à investigação sobre o Patrice trovoada , faça este favor a STP e ao seu povo !
    Senhor PGR seja profissional, dê a sua contribuição/ faça a sua parte , contribua para o desenvolvimento de STP, PRENDA patrice trovoada use as provas que tem ……
    STP ( povo de STP ) agradece!!!

  2. explicar sem complicar

    9 de Dezembro de 2017 as 14:50

    Portugueses que já estão pagos para estarem ao serviço de Patrice Trovoada como fez para avaliação dis Juízes. Para encostar os bons e deixar os caoangas de A D I.
    Esses portugueses para virem ANULAR/ DESTRUIR todos os processos crimes contra Patrice Trovoada que se encontram no Ministerio Publico e SAMBA.
    Manda vir Caboverdeanos,Angolanos…
    Porquê não?

  3. Púmbú

    10 de Dezembro de 2017 as 7:24

    CAMARADAS,
    A nossa oligarquia entrou e está em agonia profunda!!! Uns começam a abrir o KÚ dos outros… e…
    Em breve veremos muito excremento a flutuar

  4. Pedro Costa

    10 de Dezembro de 2017 as 8:22

    Estamos feitos, está o país feito com estes falsos e demagogos.
    Será que contando com a colaboração dos magistrados portugueses neste processo eles conseguirão fazer o seu trabalho livremente? Estes mafiosos de certeza irão se intrometer nos seus trabalhos, porque se assim não for poderá dar o caso do feitiço voltar contra o feiticeiro.
    Penso que se vasculharem bem tudo que se passou no nosso país até este momento, não vai sobrar quase ninguém ou quase ninguém, porque temos ouvido tanta coisa, temos tido conhecimento de tantas falcatruas, nada vem a tona e só vê enriquecimentos a torta e direita.Não é possível! Um país tão pobre e existirem determinadas pessoas tão endinheirados!
    Investiguem-se. Estou ansioso e quando surgirem resultados que as publiquem. O povo continua a sofrer

  5. antonio vaz

    10 de Dezembro de 2017 as 13:04

    Parabéns meu caro amigo Abel Veiga. Ao mafioso Patrice Trovoada temos que fazer relembrar as coisas. Se existem verdadeiros mafiosos no sentido de palavra em S. Tomé no primeiro está o Patrice Trovoada. É necessário que a Sociedade civil se una para derrubar este mafioso. O povo não pode esperar pelos partidos de oposição.

  6. EX

    11 de Dezembro de 2017 as 12:56

    Há essa altura esse processo de certeza já não existe, e os documentos já foram destruídos.

  7. Carlos Cravid

    15 de Dezembro de 2017 as 14:50

    Que os meios disponíveis também sejam utilizados para esclarecer
    a situação triste em que chegou a Autoridade de Desenvolvimento
    Conjunto Nigéria-São Tomé e Príncipe, onde o São Tomé gastou uma
    fortuna e continua a contrair dividas para satisfazer ambições
    de uns e outros.

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