Política

China e África pretendem criar comunidade comum e combater as tendências proteccionistas

São Tomé e Príncipe vai participar pela primeira vez na cimeira China – África, que terá lugar na cidade de Beijing nos dias 3 e 4 de Setembro próximo. Wang Wei(na foto), embaixador da China em São Tomé e Príncipe convocou uma conferência de imprensa na última semana, para anunciar o evento, que pretende consolidar os alicerces de uma comunidade de destino comum, que a China e o continente Africano, estão a construir.

Patrice Trovoada, primeiro ministro e chefe do Governo, será o representante máximo do país no evento de Beijing.

À semelhança de São Tomé e Príncipe, alguns países africanos, que recentemente cortaram as relações diplomáticas com Taiwan, e reataram o relacionamento com a única China estarão presentes pela primeira vez no seio da reunião magna da família sino-africana. «É uma cimeira com mais membros. Neste ano só falta um país africano que ainda não tem relações diplomáticas com a China, no caso a Suazilândia. Todos os outros países africanos estão integrados nesta relação de muitos anos», explicou o embaixador da China em São Tomé e Príncipe.

Segundo o embaixador Wang Wei, o principal tema da terceira cimeira sino-africana, é exactamente a construção de uma comunidade de destino comum mais fortalecidade, através da cooperação «Ganha-Ganha».

O Forum China -África foi instituído há 18 anos. Na cimeira de 2015, o governo chinês definiu 10 medidas para atender as necessidades do continente africano. Segundo o embaixador da China, de forma pragmática o governo chinês executou tais medidas e com resultados visíveis.

Para 2018, as acções que visam à criação de uma comunidade de destino comum para China e África, serão ainda mais abrangentes. «Em termos de infra-estruturas, meio ambiente, formação de recursos humanos, educação, saúde, e acredito que o Presidente Xi Jinping, vai anunciar novas medidas visando resolver os problemas que a África enfrenta hoje em dia, nomeadamente na área da paz e segurança», frisou.

China pretende estruturar com África uma comunidade comum, para progredirem juntos, mas também para enfrentarem juntos, os desafios da globalização, com destaque para as restrições ou guerras comerciais que já se registam no contexto internacional.  «Precisamos da globalização, do multilateralismo, da livre troca comercial. São conceitos defendidos pela comunidade internacional. Os líderes de África e da China terão oportunidade de discutir esta  questão e ver a forma de enfrentarem os desafios da globalização. Este forum será mais uma oportunidade para unir as forças internacionais para combater as tendências do proteccionismo», precisou o embaixador Wang Wei.

China é cada vez mais, o maior parceiro comercial e de investimentos em África. Nos últimos tempos a potência económica asiática tem- se confrontado com medidas comerciais extremamente restritivas por parte dos Estados Unidos de América.

Na Cimeira de Beijing nos dias 3 e 4 de Setembro próximo, China e África pretendem fortalecer a união, para caminharem de passos acertados nos próximos 3 anos.

Dois documentos vão ser aprovados na cimeira, nomeadamente a declaração de Beijing para Construção da Comunidade Comum entre China e África e o segundo documento é o plano de acção do Fórum para cooperação entre os dois blocos para o período 2018-2021.

O Secretário Geral das Nações Unidas, António Guterres, estará presente no evento sino-africano, assim como 27 organizações internacionais coo observadoras  do fórum China – África.

Abel Veiga

    11 comentários

11 comentários

  1. MIGBAI

    28 de Agosto de 2018 as 6:56

    É engraçado ninguém comentar está preocupante notícia da China querer com África criar uma comunidade comum.
    A grande China que tudo devora quer uma comunidade com os parvos dos pretos, para nos comer vivinhos. Eles querem África porque o resto do mundo sabe muito bem o que eles pretendem e não os deixam. Assim desde as terras aráveis passando pelo petróleo que eles teem mas não é suficiente, nos recursos naturais e marítimos e terminando no escoamento Dos seus produtos de fraca e duvidosa qualidade que não teem aceitação na Europa e nas americas e países árabes, tudo isto ficará resolvido para os chineses com a criação da comunidade comum entre a China e África.
    Por isso meus irmãos mais uma vez os ditadores políticos chineses a quererem tramar os africanos.
    Mas como África vive dominada igualmente por ditadores os chineses ai estão para nos subjugarem com o sorriso amarelo que tanto os caracteriza.
    A situação é muito preocupante minha gente.

    • Joaquim

      29 de Agosto de 2018 as 8:17

      Guerido MIGBAI, ja foi a china?

      • MIGBAI

        29 de Agosto de 2018 as 19:02

        Já sim meu querido Joaquim. Posso dizer-lhe o que pretender saber sobre um país que vi na miséria e que agora se desenvolve de uma forma completamente desordeira com uma ditadura incrivelmente agressiva. Caso queira saber alguma coisa da China por favor disponha.

        • Joaquim

          31 de Agosto de 2018 as 0:45

          quais cidades e regioes ja vistou na china?

  2. MIGBAI

    3 de Setembro de 2018 as 17:44

    Senhores do tela non.
    A minha resposta à pergunta última do senhor Joaquim ainda não apareceu. Façam o favor de não me censurar somente por terem medo dos chineses.
    Posso dizer-vos que não é a primeira vez que o fazem.
    Assim por favor não se ponham na posição maometana em relação a esta gente que nos odeiam mas tolerância-nos por razões políticas.
    Muito obrigado.
    Migbai

    • joaquim

      5 de Setembro de 2018 as 5:15

      muito obrigado e muito bom dia o caro MIGBAI, por favor me manda e-mail:

      joaquim505007@yahoo.com

      desejo que a sua ocupacao poder ser publicada…….

      • MIGBAI

        5 de Setembro de 2018 as 15:04

        Meu caro Joaquim.
        Vou criar um novo email para poder falar consigo. Sabe com toda a certeza que o anonimato em África é de ouro.
        Sobre a minha ocupação saiba já que sou reformado ou retirado do ativo.

        • joaquim

          6 de Setembro de 2018 as 0:28

          me desculpe, tem um erro de escrita: nao e “a sua ocupacao”, deve ser “a sua preocupação”.

  3. Ralph

    6 de Setembro de 2018 as 6:52

    O artigo e também os comentários todos levantam alguns pontos importantes sobre as dificuldades em lidar com a China. Para mim, é óbvio que a China quer fortalecer os seus relacionamentos com muitos países em desenvolvimento porque está no negócio de construir aliánças para que possa aumentar a sua posição estratégica ao nível mundial. Por isso, quer estender uma mão de amizade para as nações da África para ser capaz de comprar amigos novos. Para os países em desenvolvimento, isto pode representar uma oportunidade valiosa para obter ajuda financeira que não tenham adquirido de outras fontes. Porém, a China também quer estabelecer-se como uma potência mundial por providenciar tal ajuda em retorno de um empenhamento de lealdade na parte das nações que recebam a ajuda. Por isso, é importante considerar todos esses fatores antes de qualquer país decidir deitar-se na cama com a China, que só está a fazer tudo isto porque quer receber algo em retorno.

    • MIGBAI

      7 de Setembro de 2018 as 10:45

      Meu caro Ralph e joaquim.
      É claro do que a China pretende e que tem imensa necessidade.
      Começa logo pela necessidade do isolamento político de Taiwan.
      Quanto menos países reconhecerem Taiwam como sendo a China em detrimento da china mainland, em melhor situação ficam, para exercerem pressão direta sobre Taiwam.
      Depois as questões energéticas, já que não as possuem em suficiente quantidade para o seu desenvolvimento e necessitam assim dos africanos para se abastecerem a preços baixos, atendendo aos valores que vão dando aos países africanos necessitados a titulo de ajudas financeiras para o desenvolvimento, sabendo desde logo, que grande parte desse dinheiro irá parar ás algibeiras dos governantes corruptos que reinam em África.
      Depois e em simultâneo as necessidades da China nos recursos alimentares, atendendo ao facto de o consumo alimentar ter disparado em diversas províncias chinesas, o país não possui recursos alimentares suficientes para a sua população, o que implica terem que começar a explorar os recursos alimentares dos países africanos, no nosso caso preciso, começaram logo com as pescas nas nossas águas.
      Ou seja, para que os chineses se possam alimentar, vão destruir os recursos alimentares dos africanos, já que os outros continentes não vão na conversa e nem admitem as explorações dos seus recursos pelos chineses.
      Finalmente nada como ter um continente africano a consumir os produtos tóxicos dos chineses.
      Desde medicamentos falsos e mortíferos, alimentos falsos, produtos de toda a gama sem qualidade, equipamentos piratas, etc.,etc., tudo pode ser escoado para o mercado africano.
      O dinheiro que a china está a pensar em dar aos países africanos, é uma pequenina parte daquilo que ganha ou vai ganhar, com as exportações para África das porcarias que as empresas chinesas produzem.
      Como pode ver meu caro amigo, o que a China vai ganhar com as exportações de produtos sem controlo e qualquer tipo de qualidade, e com a aquisição dos recursos naturais do continente africano, é muito, mas muito mesmo mais, do que aquilo que está a investir em Africa, que como sabe grande parte desses dinheiros irão criar uma maior dependência do continente africano dos chineses.

      • wang

        10 de Setembro de 2018 as 0:28

        Bom dia MIGBAI e caros amigos santomenses !

        Em primeiro lugar, afirmo que eu sou chinês!

        Nós não temos direitos humanos e as pessoas estão sendo oprimidas pelos governantes;
        Não temos comida e nossos filhos estão comendo comida estragada;
        Nós não temos eletricidade, só podemos dormir às 18 horas todas as noites;
        Além de Pequim, a China é pobre e atrasada em outros lugares.
        As crianças chinesas só podem frequentar a 6ª classe na escola e não há escolas secundárias e universidades suficientes;
        Os chineses ganham apenas US $ 100 por mês, e os dados oficiais chineses são falsos;

        Por favor venha rapida para china e nos ajude!

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Recentemente

Topo