Política

ADI rejeitou o único debate do período eleitoral organizado pela sociedade civil

Com excepção do partido no poder, a ADI, todas as forças políticas que concorrem as eleições legislativas de 7 de Outubro, marcaram presença no primeiro e único debate dos últimos 4 anos em São Tomé e Príncipe.

A sociedade civil inconformada com a anulação do contraditório no sistema democrático são-tomense decidiu neste período final da campanha eleitoral, promover um debate, para que as forças políticas concorrentes, elucidassem a opinião pública sobre as suas ideias para o país.

O partido ADI foi convidado, conforme a nota que a sociedade civil fez chegar ao Presidente do partido, Patrice Trovoada :

Apesar da ausência da ADI, a sociedade civil são-tomense quebrou o silêncio instalado no país, e que nos últimos 4 anos asfixiava a liberdade de imprensa e de expressão. Como era previsível  a Televisão do Governo, a TVS, também esteve ausente do debate.

O Cinema Marcelo da Veiga, com a plateia quase repleta foi o palco do exercício do contraditório, que é um dos principais alicerces de qualquer Estado que se afirma como sendo democrático.

Martinho Stock, Presidente do Partido do Povo, reagiu a ausência do partido no poder. «Eu desconheço as razões que levaram a ausência do senhor Primeiro Ministro. Efectivamente o contraditório é a base da democracia, ainda por cima tratando-se do primeiro ministro do nosso país», comentou o Presidente do Partido do Povo.

Um alívio, é o que Elsa Garrido, Presidente do Partido Verde sentiu. «A sociedade civil, sentiu aquela dor por falta de debate, por falta da liberdade de expressão no país, e tomou a iniciativa de convidar-nos para este debate», referiu.

A líder do movimento verde recordou que os são-tomenses sempre foram dialogantes. «Não foi o que aconteceu nos últimos 4 anos, e o povo tem sede de debater e sem ficar assustado», pontuou.

A coligação MDMF-PCD-UDD, que foi representada por Arlindo Carvalho, felicitou a sociedade civil, pela organização do debate. «Não precisamos de debate só no periodo eleitoral. Faltaram debates durante esta legislatura. O país cresce através de trocas de ideias», precisou o representante da coligação.

O maior partido da oposição, o MLSTP, também marcou presença no debate. Jorge Bom Jesus, considerou tratar-se de um momento gratificante para a democracia são-tomense. «Só foi pena o partido no poder não ter participado também. Nós estamos em democracia e isso só denota que não há democratas no poder. Mas estamos habituados a isso», declarou o Presidente do MLSTP.

Aspectos sociais e económicos dominaram o debate. As forças políticas esgrimiram argumentos sobre as possíveis soluções para a situação económica do país, marcada pelo aumento da pobreza e do desemprego.

 

 

Promoção do investimento privado nacional e estrangeiro , a par da formação de quadros nacionais, foram as ideias avançadas pelos participantes no debate.

A crise de energia que se vive no pa´s, só pode ser alterada com a mudança das fontes de produção. As forças políticas convergiram sobre a necessidade de se promover as fontes de energias renováveis no país.

A questão da dívida externa acumulada por São Tomé e Príncipe nos últimos anos, e que atinge mais de 400 milhões de euros, animou o debate. Martinho Stock do Partido Força do Povo, responsabilizou os partidos que governaram o país nos últimos 43 anos, pelo fardo da dívida externa. Arlindo Carvalho da coligação MDFM-PCD-UDD, contestou a acusação, e explicou que no ano 2010, a dívida externa de São Tomé e Príncipe não atingia os 30 milhões de dólares. Período em que  os partidos que integram a coligação, nomeadamente o PCD, deixaram de fazer parte da governação do país.

O debate permitiu esclarecer a assistência de que São Tomé e Príncipe beneficiou em 2008 de um perdão total da sua dívida externa em mais de 300 milhões de dólares. Dívida que tinha sido acumulada da data da independência nacional em 1975 até 2008.

Abel Veiga

    7 comentários

7 comentários

  1. João Carlos

    4 de Outubro de 2018 as 15:33

    Não compareceram porque o balanço é francamente negativo e como tal não têm nada para mostrar ao País… Por outro lado fica claro que, de democratas o Patrice Trovoada e o seu ADI nada têm …..

  2. Seabra

    4 de Outubro de 2018 as 19:57

    AFIRMATIVO. ADI= DITADURA + MÁFIA × CORRUPAÇÃO ÷ LARÁPIOS do Estado sãotomense = VAGABUNDOS.

    • Zani

      8 de Outubro de 2018 as 15:26

      Chupa essa Seabrinha bostinha!

      ADI de Trovoada ganha eleições legislativas com maioria simples de 25…

  3. ATE KUANDO

    4 de Outubro de 2018 as 19:57

    É só para salientar ki a presidente do Partido Verde não é Elsa Pinto mas sim Elsa Garrido.

    Vendo esta situação, vem a minha cabeça um conjunto de perguntas.
    Porque o representante de ADI não apareceu ?
    Será ki é mais uma estratégia deste partido para ilude o povo?
    Quem realmente é este Patrice Trovada?
    Porquê a TVS não deu a cobertura a este evento tão importante?
    Será ki a TVS não apareceu ao Mando do Patrice Trovoada?

    Em fim, são tantas dúvidas ki a gente tem em relação a muitas situações ki decorre neste país.
    Na minha humilde opinião é ki todo deveriasmos vota numa outra força politica mas não no ADI…

  4. Rice Strategy

    4 de Outubro de 2018 as 20:29

    Debate para o que? A estratégia do ADI já esta bem definida.

    1 – No dia anterior as eleições – distribuir arroz e cerveja a estalar nas zonas aonde o PT foi mais vaiado e bulawe at+e de manha( vai ser difícil escolher, mas ainda sobra muita massa dos 30 milhões)

    2 – No dia das eleições se as contagens não começarem a ser favoráveis haverá apagão geral no pais.

    Resumindo, abram os olhos,porque não vai ser fácil

  5. jójó

    5 de Outubro de 2018 as 8:19

    Conforme reza a história, a Batalha dos 7 como figurado no acto do Florípes (Eleições do dia 7/10/2018), Os Mouros (ADI) serão derrotados pelos Cristãos (Povo Santomense) com a ajuda do nosso senhor Jesus Cristo, através das orações dirigidas à Deus todo poderoso (São Tomé e Santo António). Esta história se repetirá na República Democrática de S. Tomé e Príncipe com o voto contra a Ditadura de Patrice Trovoada-ADI (Almirante Balão), cujo seu Deus é Mafóma Barba, que adora o Diabo.

  6. António cunha dos santos

    5 de Outubro de 2018 as 10:13

    O Patrice já viajou para Mali, com a Mala de dinheiro.

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