Política

Crise de energia: PR pede abertura de inquérito

Em 31 de Outubro último, o Presidente da República, fez uma comunicação à nação, onde condenou os protestos violentos das populações por causa da crise de energia eléctrica.

Evaristo Carvalho disse à nação que nada, nem mesmo a crise de energia, poderia justificar o incêndio de pneus e as barricadas que estavam a ser erguidas em várias localidades do país.

A escuridão que o Governo de Patrice Trovoada, único gestor da empresa de electricidade, instalou na ilha de São Tomé desde o início do ano, tendo atingido o ponto culminante no mês de outubro, persiste e na verdade perturba a sociedade e o próprio Presidente da República.

Evaristo Carvalho, aproveitou a abertura da XI legislatura e a composição da Assembleia Nacional, conforme a vontade popular expressa nas urnas de 7 de outubro, para propor a casa parlamentar a abertura de um inquérito, que possa esclarecer as verdadeiras causas da crise de energia eléctrica sem precedentes que São Tomé e Príncipe enfrenta. « Não obstante as sucessivas explicações sobre as suas eventuais causas, parece-me sensato e conveniente que seja encarada a possibilidade de abertura de um inquérito para o apuramento cabal dos factos», declarou o Chefe de Estado.

Antes de avançar com esta proposta, Evaristo Carvalho, chamou a atenção da assistência (deputados, corpo diplomático, e o público), para o facto de estar a trazer mais uma vez a ribalta a abordagem do caso preocupante que é a crise de energia no país.

A crise de energia eléctrica lançou o caos em toda a sociedade são-tomense. As populações registam prejuízos avultados. São os electrodomésticos que avariam todos os dias, a conservação dos produtos alimentares deixou de existir, mas, a factura a pagar à EMAE pelo consumo de energia continua alta.

O mais incrível é que ninguém assume as responsabilidades pela crise energética instalada no país. O sindicato dos trabalhadores da EMAE, deixou pistas que indicam o Governo como tendo sido negligente na realização da manutenção dos grupos de geradores, e o Governo através do ex-Primeiro Ministro Patrice Trovoada, atribuiu a culpa aos funcionários da EMAE, acusados de serem incompetentes.

Enquanto isso, o Director Geral da EMAE, abandonou o país e já no estrangeiro fez chegar ao governo uma nota anunciando que coloca o seu cargo a disposição.

Na mesma semana que Mário Sousa, director Geral da EMAE, abandonou São Tomé, o ex-Primeiro Ministro Patrice Trovoada que tinha regressado ao país para anunciar que já não quer mais ser primeiro ministro, apanhou de imediato um voo e zarpou também de São Tomé.

Com o país na escuridão e a nível económico e comercial completamente estilhaçado por causa da falta de energia, o Presidente da República lança desafio a nova Assembleia Nacional, no sentido de abrir um inquérito que esclareça a verdadeira história da crise energética que paralisou o país.É que para Evaristo Carvalho, as explicações até agora dadas pelo Governo cessante, não são convincentes.

Oiça a declaração do Presidente da República no parlamento :

Abel Veiga

    12 comentários

12 comentários

  1. antonio José

    23 de Novembro de 2018 as 9:04

    O Srº Evaristo Carvalho não tem noção da função que desempenha. A crise já é de mais de 2 meses e só agora é que este Senhor vem pedir um inquérito sobre o assunto! Muita brincadeira. O Srº Evaristo, mais tarde ou mais cedo terá o destino do Pinta Cabra.

    • Onde mesmo?

      24 de Novembro de 2018 as 10:14

      O problema é que ele viu-se livre do Pinta Cabra que lhe obrigava a fazer toda a sua vontade. Agora que o Pinta Cabra está longe e já não manda nos destinos de S. Tomé e Príncipe, ele o PR sente-se homem para só agora solicitar que seja aberto um inquérito sobre a situação energética em S. Tomé. Ao fazer esse apelo aos deputados recentemente empossados, espero que tenha a mesma coragem e chame o Sr. Jorge Bom Jesus para formar governo para que de uma vez por todas deixemos de ouvir falar do Pinta Cabra que de onde está nunca deverá regressar a S. Tomé e Príncipe a não ser detido para prestar declarações sobre todas as falcatruas em que está metido e ser condenado e preso.

  2. Seabra

    23 de Novembro de 2018 as 10:49

    CONCORDO, porque é VERDADE, é um ESCÄNDALO!
    Hà que se encontrar uma ràpida soluçao. Este homem nao sabe
    tomar iniciativa, tao pouco decisao.Nao tem perfil para ser
    RESPONSAVEL …

  3. Nuno Menezes

    23 de Novembro de 2018 as 13:26

    Crise de energia: PR pede abertura de inquérito

    No Pais desenvlvido como Portugal,existe sim essa situacao pedir abertura de inquerito para assim averiguar e buscar os culpados e os mesmos serem despedidos e se for necessario fazer queixa crime e levamos para o Tribunal para serem julgados.
    E a serem despedidos nunca mais podem trabalhar para alguma repaticao Publica govermental,as pessoas privadas se quizerem que os aceitam.
    Tudo isso ‘e necessario aplicar dentro de Sao Tome and Principe para haver desciplina e ordem e Respeito.
    Senhor Presidente da Republica de Sao Tome and Principe necessario tambem averiguar a lei ou mudar a mesma,ou criar mais lei dentro de Sao tome and Principe;
    Exemplo: United Kingdom pagas multa se o presidente sendo um cidadao normal chego ao pe de si e o senhor informa a mim Nuno Menezes nao quero falar com o senhor nao comparece em minha casa,ignoro o que o senhor informa a mim volto a entrar em contacto consigo,e o senhor telefona para a policia e a policia vai a minha casa e da a mim um aviso, ignorando o aviso da policia vou preso e sou levado para o tribunal,e no tribunal aplica a multa,e se a pessoa ignora o pagamento a pessoa vai presa,e se a pessoa ignora o que o juiz informa a pessoa vai presa, tudo isso ‘e para haver respeito e fazer com que o cidadao nao abuse e pense duas vezes e a multa dada pelo o tribunal muito superior a 12 milhoes de Dobras.
    Necesaario criar esse tipo de coisas dentro de Sao Tome and Principe, ajuda tambem na economia do Proprio Pais em questao e faz com que nos os humanos pensamos duas vezes.

    Nuno Menezes
    Lincoln,Reino Unido

  4. Amar o o que é nosso

    23 de Novembro de 2018 as 17:34

    Esse diretor de Emae tem muito a responder. Um tal arrogante Mário qualquer coisa não sei de quê!!!!! Usurpação, Gestão danosa, mentiras, etc

  5. Amar o o que é nosso

    23 de Novembro de 2018 as 17:37

    Quem vai pagar aos Santomenses tanta comida estragada que tínhamos nas nossas arcas??? Devia ser o diretor de Emae pk dinheiro é o que ele tem a mais!!! Nosso suor para comprar comida. Agora tudo está na lixeira!!!

  6. Zagaia

    23 de Novembro de 2018 as 17:39

    Que grandes incompetentes….Tem que haver uma saída(solução para o futuro dessa empresa pública)para esse património público,pois os contribuintes sãotomenses estão há quarenta anos â pagar o prejuízo da gestão dos incompetentes.

  7. Pedro Costa

    23 de Novembro de 2018 as 21:43

    Inquérito para o quê?
    O país é tão pequeno, tudo gira ali mesmo ao pé e não se percebe o que está a passar!? Não se consegue gerir uma coisinha destas!? É difícil ver o que se passa na EMAE?
    Um problema de anos que nunca se consegue encontrar uma solução?
    Andam a brincar, só pode ser

  8. Metido a Besta

    24 de Novembro de 2018 as 8:41

    Antes tarde do que nunca e nao devemos atacar pessoas e instituicao por passividade e tambem atacar quando atuam.

    Existe um tempo debaixo de céu para todo os propósitos assim como as prestacao das contas.

    Ficou a vista de toda sociedade que o ADI governou o país na base de tribalismo, exclusão de toda sociedade e competência e acolhendo apenas pessoas que vestem a cor de partido.

    Numa democracia não deve haver lugar apenas para partidos mais sim a toda sociedade como um todo independentemente de qualquer filiação partidária e as competências são valores imprescindível para eleger e ser eleito e exercer função e não a cor de partido sem a competência.

    Existem embaixadores de carreira um quadro de Estado que devem ser valorizado sempre e quando um partido chega a poder e excluir melhores quadro na diplomacia diz muito deste partido,

    Os Diplomatas , Magistrados e Juízes são quadro de Estado e não estão e não devem estar ao sabores das cores políticas.

    O povo comunica com olhares e dizem tudo e ação a tomar na altura certa e não antes de manifestar seu repúdio alertando o governo que sua ação está sendo reprovada.

    Vamos construir uma sociedade justa onde todos são chamado a darem seu contributo,

    Louvado sempre e para sempre todo os homens e mulheres em prol de seus semelhantes.

    Quem oprime o homem oprime o seu criador e ha de dar conta desta opressao.

  9. original

    24 de Novembro de 2018 as 8:45

    JÁ agora,pede a devolução dos 30 milhoēs de dólar ao Patrice.

  10. Onde mesmo?

    24 de Novembro de 2018 as 18:44

    É inaceitável TELA NON que um comentário feito e publicado às 10:14 não seja verificado e aceite às 18:43. Convenhamos.

    • Metido a Besta

      25 de Novembro de 2018 as 16:14

      Meu caro: Onde mesmo;

      Ja manifestei contra certa funcao ausente neste jornal entre elas a nao publicar logo , nao have funcao de editar , corrigir, apagar etc e ate entao nao obti resposta.

      Os post passam por uma moderação ou por outra palavra censura.

      Achei estranho que assim seja uma vez que este jornal repudia a forma como o ADI usurpou a Comunicação social inclusive quem deve assistir as conferência de imprensa de governo cessante.

      Fazer o que se isto for tudo o que temos pegar ou largar.

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