Política

STP perdeu direito de voto na Assembleia da ONU e tem situação difícil no seio da CPLP

A imagem internacional da República Democrática de São Tomé e Príncipe, nos centro de decisão do mundo, está bastante beliscada.
No passado dia 11 de Janeiro, a imprensa internacional deu conta que São Tomé e Príncipe, faz parte de um grupo de 10 países do mundo, que perdeu direito de voto nas sessões da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Segundo a imprensa internacional, as Nações Unidas justificaram a decisão tomada no dia 10 de Janeiro, com o facto de São Tomé e Príncipe e outros 9 países, terem uma enorme dívida acumulada, no que concerne as contribuições que são obrigatórias para garantir o normal funcionamento da ONU.

São Tomé e Príncipe, o Líbano, a Venezuela, a República Centro Africana, Somália, Comores, Gâmbia, Lesoto, Tonga, e o Yémem são os países que foram sancionados pelas Nações Unidas, com o corte do direito de voto nas sessões da Assembleia Geral. Tudo porque não pagam as quotas como membros de pleno direito das Nações Unidas.

(Na foto, Presidente da República Evaristo Carvalho, discursa na Assembleia Geral da ONU).

«A ONU decidiu ativar o Artigo 19º da Carta das Nações Unidas. Um artigo que suspende o direito de votar, à qualquer país cujo valor da contribuição em atraso seja igual ou superior à contribuição devida nos últimos dois anos», explica o despacho da Agência de notícias Reuters.

São Tomé e Príncipe, precisa respeitar os seus compromissos como membro da ONU, para ter projecção e boa imagem internacional, e também precisa de fazer o mesmo exercício como membro da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, a CPLP.

Armindo Fernandes, o Novo Director Geral da CPLP, por sinal diplomata são-tomense, reuniu-se esta semana com o Primeiro Ministro, Jorge Bom Jesus. Na avaliação da nova missão diplomática que tem pela frente, Armindo Fernandes, realçou o facto de São Tomé e Príncipe não estar a dar a sua contribuição financeira como membro da CPLP.

Segundo o novo Director Geral da CPLP, desde o ano 2017, que o Estado são-tomense não paga a sua quota como membro de pleno direito da Comunidade de Países de expressão portuguesa.

No entanto, Armindo Fernandes, precisou que o Primeiro Ministro Jorge Bom Jesus, prometeu agir nos próximos tempos, no sentido de regularizar a dívida acumulada com a CPLP.

Abel Veiga

    8 comentários

8 comentários

  1. Jacob

    22 de Janeiro de 2020 as 9:30

    A dívida com a CPLP estou de acordo que STP pague mas com as nações unidas que vá para inferno, não e q o papel das nações unidas por se não tem relevância mas quanto ao voto não faz sentido porque ali tudo é manipulado por grandes potências mundiais, portanto não no faz sentido o direito de voto por tratar-se de uma fantochada

    • Ralph

      24 de Janeiro de 2020 as 0:09

      É merecido afirmar que todo o processo é corrupto e um desperdício de tempo. Sem dúvida que haja alguma verdade nessa afirmação. Porém, ainda bem que cada país tenha uma oportunidade de fazer parte do processo e ter os seus interesses ouvidos do que estar fora.

  2. Bil

    22 de Janeiro de 2020 as 11:39

    a RDSTP tem os seus direitos garantidos até setembro de 2020.

  3. José Bastos Fonseca

    22 de Janeiro de 2020 as 18:31

    Tela Nón,
    Para que a notícia seja mais completa seria bom haver referência do valor das dívidas.
    Qual é o valor da dívida com as Nações Unidas e a CPLP?

  4. Tony

    23 de Janeiro de 2020 as 11:36

    E depois consideram que comentários, pseudo estudos é que difamam Stp internacionalmente!!!!

    Este caso só dá “orgulho nacional “ para Stp que fica ao nível do pior que existe no mundo!!!!

  5. Ralph

    24 de Janeiro de 2020 as 0:04

    Isto é um triste desenvolvimento, mas é compreensível, dando conta de que há muitas outras despesas mais importantes para o governo de STP. Tais como pagar os salários dos funcionários públicos e assegurar que serviços essenciais sejam prestados aos cidadãos. O artigo não refere o custo de um país ser membro da ONU, mas imagino que não seja barato. Talvez os países desenvolvidos devam assumir o papel de pagar as quotas de algumas nações em desenvolvimento se essas nações não estejam em condições para cumprir as suas próprias obrigações. Isso asseguraria que todos os países pudessem participar e seria o melhor para a reputação e o funcionamento da ONU (e também a CPLP).

  6. A.Silva

    24 de Janeiro de 2020 as 5:22

    Lamentavelmente este jornal publica notícias falsas. Quem foi que disse que São Tomé e Príncipe já perdeu o direito de voto? Santa ignorância!

  7. A.Silva

    24 de Janeiro de 2020 as 5:31

    Desafio o autor dessa notícia a publicar a resolução das Nações Unidas que diz que São Tomé e Príncipe já perdeu o direito de voto.

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