Política

Estado de Calamidade e linha de crédito para reanimar o comércio do cacau

O Presidente da República Evaristo Carvalho que convocou na quarta – feira, mais uma reunião com os demais titulares dos órgãos de soberania do Estado, e a sociedade civil, para analisar o comportamento da Covid-19, manifestou-se preocupado.

Preocupado com os impactos da Covid-19 sobre a economia do país. Evaristo Carvalho falou da situação de crise no sector do turismo, e destacou a crise no sector da agricultura, com o bloqueio da exportação do cacau e da pimenta. Situação que segundo o Chefe de Estado santomense, põe em causa o rendimento de centenas de famílias santomenses.

O Governo através do ministro das Finanças, Osvaldo Vaz, tranquilizou o Presidente da República. Segundo Adelino Lucas, Secretário de Estado da Comunicação Social, e porta-voz da reunião, o ministro das Finanças, anunciou a «disponibilização de uma linha de crédito para o sector privado, favorecendo os empresários nacionais».

O porta-voz da reunião, acrescentou que nesta linha de crédito que vai atender todo o sector privado em crise, o governo pretende dar atenção especial, aos compradores de cacau.

Adelino Lucas disse que com a saída da empresa SATOCAO do mercado de cacau, o executivo pretende abrir uma nota etapa, convidando novos compradores do cacau, para animar a compra a venda do produto no meio rural.

«O governo anunciou que já produziu encontros com pessoas ligadas a compra e exportação do cacau. Tudo está a ser equacionado para que o país não venha a se confrontar com problemas de compra de cacau aos pequenos e médios agricultores», precisou.

O sector das pescas que junto a agricultura forma o pilar central da economia nacional, também vai beneficiar de equipamentos para os pescadores artesanais aumentarem a sua capacidade de captura. Adelino Lucas, anunciou a entrega de motores fora de bordo, e outros equipamentos, ofertados pela cooperação japonesa.

As autoridades nacionais, procuram soluções para conter os impactos de uma doença, que para ser controlada, é necessário mais tempo e medidas de calamidade.

O Estado de Calamidade em vigor no país, termina no dia 15 de Agosto. Os titulares dos órgãos de soberania e a sociedade civil, chegaram a conclusão que o período de calamidade para conter a Covid-19, deve ser prolongado.

«O Governo já na próxima reunião do conselho de ministros, produzirá um novo diploma, anunciando um novo Estado de calamidade, e com as possíveis medidas complementares», assegurou o porta-voz.

A Covid-19 já provocou 15 mortes em São Tomé e Príncipe. No entanto o número de doentes recuperados, é quase igual ao número total de casos positivos já registados pelo sistema nacional de saúde.

Um dado positivo, mas que não convence as autoridades. O Presidente da República Evaristo Carvalho, exigiu a realização de testes massivos da população para desvendar o real comportamento da doença no país.

«A conclusão que se chegou é que é preciso maximizar os testes, tanto em São Tomé, como na ilha do Príncipe. Um processo que o ministro da saúde anunciou que iniciará já no dia 17 deste mês, na ilha do Príncipe», pontuou o porta-voz, Adelino Lucas.

Medidas que pretendem travar a Covid-19, e conter os seus impactos sobre a economia nacional.

Abel VEIGA

    2 comentários

2 comentários

  1. Carla

    13 de Agosto de 2020 as 15:32

    O sector do turismo é o sector mais importante, pelo que deve ser aquele a quem deve ser dado atenção especial.

    Muitas empresas já encerraram e em breve muitas outras irão seguir o mesmo caminho.

    É urgente o lançamento de medidas concretas para apoio ás empresas deste sector por parte dos nossos governantes

  2. SEMPRE AMIGO

    13 de Agosto de 2020 as 19:25

    Tacteando!…Mó qua escá ndá, che DEÇU ná lentlá nomê fá, non ná cá nguenté fá!

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