Política

Congresso do PCD deixou Delfim Neves livre

Nos últimos 4 anos, Delfim Neves, foi vice-Presidente do partido PCD, tendo Arlindo Carvalho como Presidente do partido. No entanto há mais de 17 anos, que Delfim Neves, tem sido consecutivamente membro da direcção do PCD.

Figura influente e determinante na Direcção do PCD, nos últimos 17 anos, Delfim Neves que desempenha actualmente o cargo de Presidente da Assembleia Nacional, por sinal a segunda figura do Estado santomense, aproveitou o 8º congresso ordinário do seu partido, para se afastar da estrutura directiva do PCD.

«Saio, ou melhor, deixo hoje(26 de Setembro) a direcção do PCD após 17 anos de missão…».

Considerado pelos militantes do PCD, como homem de grande influência no seio do partido, Delfim Neves, disse ao congresso que sente ter cumprido com seu dever enquanto membro da direcção. Mas ao mesmo tempo, sente-se insatisfeito. «Parece paradoxo. Mas é esse sentimento…», acrescentou.

O ex-vice presidente do PCD, pediu desculpas pela sua imperfeição. «Porque não estou satisfeito, gostaria de aproveitar esta nobre Assembleia para endereçar a todos os militantes do PCD, sem excepção, e também ao povo de São Tomé e Príncipe, em geral as minhas sinceras desculpas por alguns erros cometidos. Eu não sou perfeito, como ninguém o é», pontuou Delfim Neves.

O 8º congresso ordinário do PCD, pretendeu revitalizar o partido, com injecção de sangue fresco e jovem na liderança, para assim enfrentar com determinação os desafios políticos que se avizinham. O primeiro e imediato, são as eleições presidenciais que deverão acontecer entre Julho e Agosto do ano 2021.

Já não falta muito tempo, para a disputa presidencial. O PCD afastou Delfim Neves da sua estrutura directiva. Ou melhor, Delfim Neves afastou-se da estrutura directiva do PCD.

Assim o Presidente da Assembleia Nacional,  está agora livre e pode ser,  para dar mais um salto na sua carreira política.

Para concorrer ao cargo da mais alta magistratura da nação(Presidente da República), as leis de São Tomé e Príncipe, exigem que o cidadão santomense que ascenda a tal cargo, não seja, líder ou membro da equipa de liderança de um partido político. Tem que estar livre …como Delfim Neves ficou, depois do congresso ordinário do PCD realizado no último fim de semana.

Abel Veiga

    2 comentários

2 comentários

  1. Sem assunto

    30 de Setembro de 2020 as 4:36

    Ora pois.. O paradoxo será tu candidatares e vencer as eleições que se avizinham. As desculpas pedidas por ti, ó Delfin Neves, não servirão de antídoto nem rampouco de paliativo ao roubo e furto praticados por senhor a esta pobre é desgraçada nação; nós o povo pequeno, os descamizados, no fórum próprio, as urnas, saberemos dar o melhor tratamento a isto.
    Fique descansado, gente duvidosa e de má índole não ascenderá ao trono.

  2. Santo

    2 de Outubro de 2020 as 10:26

    Caso deixou liderança para dar oportunidades aos mais novos incorruptos foi muito bem pensadom mas se deixou para se concorrer as eleições presidenciais, está perdendo seu tempo e mais uma vez vai ouvir tantos venxames que se arrependerá de ter cocorrido. Fulu bodon, na buá fá, tá sossegado ni camiã cu bô ça nê.

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