Política

PCD reaparece com foco nas eleições e promete “novo projecto para um país bloqueado”

O Partido de Convergência Democrática (PCD) voltou ao centro da cena política esta terça-feira, na data que marca os 35 anos das primeiras eleições legislativas multipartidárias em São Tomé e Príncipe, para enviar um recado direto: o partido está vivo, tem propostas novas e prepara-se para disputar as próximas eleições com ambição.

Durante uma conferência de imprensa marcada por discurso histórico, autocrítica e ataques velados ao atual panorama político, o presidente do PCD, João Bonfim, afirmou que o país sofre hoje de “bloqueio económico”, “fadiga democrática” e “descrença social”, e que só um novo ciclo de governação, com novas ideias e novos protagonistas, pode destravar o desenvolvimento.

O país precisa de uma mudança de postura e de um novo rumo. Precisa de uma oposição responsável e capaz de exercer pressão construtiva sobre o Governo“, sublinhou.

Para o PCD, esta data é simbolicamente ignorada na narrativa política atual porque lembra a primeira grande vitória do partido, em 1991, quando conquistou a maioria absoluta e inaugurou a verdadeira alternância democrática.

João Bonfim disse, sem rodeios, que há forças políticas que preferem apagar esta data para esconder o papel do PCD na abertura democrática do país.

E acrescentou, “o PCD, enquanto partido político que inaugurou o multipartidarismo e que já governou a Nação, não pode ficar indiferente a esta situação.”

Se o objetivo da conferência era celebrar o passado, o subtexto foi claramente eleitoral. João Bonfim falou no tempo verbal do futuro e do confronto:
O país precisa de reformas estruturais e de um novo pacto político centrado na defesa do interesse nacional, na inclusão e na justiça social.”

O PCD prepara-se para entrar no ciclo das próximas eleições com um discurso renovado e disposição para disputar espaço, num cenário político fragmentado, saturado e marcado pela desconfiança social.
O país precisa de uma classe política que coloque os interesses nacionais acima dos interesses pessoais ou partidários“, concluiu o líder do PCD, João Bonfim.

Waley Quaresma

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