Política

Associações pedem a institucionalização do “dia nacional de prevenção e combate a violência sexual”

A “SOS Mullher”, que tem denunciado o aumento da violência sexual de menores no país, liderou o grupo de organizações não governamentais que se reuniu com o Presidente da Assembleia Nacional, Delfim Neves, para propor a institucionalização do dia nacional de prevenção e combate a violência sexual.

Tudo porque a violência sexual, sobretudo de menores continua a aumentar no país.

Desde Março passado que o grupo de organizações não governamentais, liderado pela SOS Mulher, desenvolve uma campanha de sensibilização a nível nacional sob o lema “protege as nossas crianças e adolescentes contra o abuso sexual”.

A campanha de sensibilização contra o flagelo, chegou a Assembleia Nacional. «Criamos uma petição pública para que seja instituído este dia, que seria um dia de mobilização nacional para a luta contra a violência sexual, menores, adolescentes e adultos», declarou Jéssica Neves.

A porta-voz do grupo de organizações não-governamentais, disse que 12 de Maio, é a data que o grupo pretende, seja instituído como o dia nacional de combate à Violência Sexual.

«A  “SOS Mulher”, tem como objectivo principal lutar contra a violência sexual, então temos trabalhado junto com a polícia e o ministério público, e temos percebido pelos dados que nos dão que tem aumentado o número de violência sexual, sobretudo contra menores», acrescentou Jéssica Neves.

Segundo o grupo das ONGs, as comissões parlamentares, decidiram apoiar a proposta legislativa com vista a consagrar o dia nacional de prevenção e combate a violência sexual.

«Estão sensíveis a esta situação, manifestaram-se chocados com esta situação. Garantiram que vão dar celeridade neste trabalho, para ver se diminui este índice de violência sexual», frisou.

Violência sexual, sobretudo de menores preocupa a sociedade civil santomense.

Abel Veiga

    3 comentários

3 comentários

  1. Ralph

    22 de Outubro de 2020 as 2:44

    “Flagelo” é o termo certo para descrever o abuso sexual a crianças e adolescentes. Para mim, é um assunto de se criar um sentido de vergonha associada à prática para que se torne cada vez menos prevalente com tempo. Acho que uma campanha proeminente de sensibilização é uma ótima maneira de antingir esse objetivo.

  2. SANTOMÉ CU PLIXIMPE

    22 de Outubro de 2020 as 7:16

    Igualdade de género não é a substituição de um pelo outro. A mal compreensão deste por parte da maioria das mulheres, o resultado está a vista, acho melhor educar as nossas mulheres ao invés de estarem a procurar uma data para fazerem a festa …

  3. Como será

    23 de Outubro de 2020 as 8:03

    Realmente, nao se pode falar do assunto apenas na data, isto é um problema que as sociedades, entao é preciso fazer um trabalho ardo com as familias, hoje esta aprovado que a violencia sexual nos menores acontece maior parte dos casos dentro das familias.isto quer dizer que a crianca ja vivi sem proteção mesmo no seu seio familiar, com o custo de vida cada vez mais alto, isto leva as maes no mercado informal a procura do sustento do dia dia, deixando as criancas vulneravel. Portanto é necessario um trabalho de campanha de sensibilizacao nas escolas. As igrejas toda sociedade civil.

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