Política

ONU quer ação coordenada contra impunidade em crimes contra jornalistas

Unesco diz que 67 profissionais de imprensa foram assassinados no último ano em países com conflitos armados; deste total 23 faziam reportagens sobre as guerras; jornalistas nessas áreas também sofrem ameaças, violência, detenção arbitrária, recusa de vistos e restrição de movimentos.

As Nações Unidas pediram a governos de todo o mundo que tomem medidas para combater a grande impunidade para crimes contra jornalistas.

Em nota, o secretário-geral da ONU afirmou que está “profundamente preocupado” com os ataques a profissionais da mídia incluindo em zonas de conflitos em guerras.

Vistos negados

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, informou que entre 2018 e 2019, foram assassinados 67 jornalistas ao redor do globo.

O chefe da ONU, António Guterres, condenou as mortes e disse que é preciso proteger todos os profissionais incluindo jornalistas cidadãos. Do total de assassinatos, 23 foram de profissionais que estavam trabalhando em áreas de conflitos e guerras.

Segundo Guterres, além dos ataques fatais, os jornalistas nessas zonas de conflito também enfrentam intimidações, violência, prisões arbitrárias e restrições de movimento. Alguns têm suas solicitações para vistos negadas.

ONU/Violaine Martin
Pelo menos 495 jornalistas foram mortos entre 2014 e 2018.

Paz

O secretário-geral lembra que o papel fundamental dos jornalistas ao assegurar o acesso de confiança à informação é essencial para alcançar a paz, o desenvolvimento e os direitos humanos.

Ele lembrou que os civis e os jornalistas cidadãos que participam de missões profissionais em áreas de conflitos armados têm que ser respeitados e protegidos sob a lei humanitária internacional.

Guterres pediu a todas as partes no conflito e à comunidade internacional que protejam esses profissionais dando a eles as condições necessárias e seguras para exercerem suas profissões.

PARCERIA – Téla Nón / Rádio ONU

    1 comentário

1 comentário

  1. Francisco Ferreira

    13 de Novembro de 2020 as 12:20

    Mas há uns tantos – em toda a parte – que bem merecem!

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