Política

Juiz Silva Cravid :  “2021 é o ano da Reforma da Justiça”

A Reforma e Modernização da Justiça, foi uma das principais prioridades do Presidente da República Evaristo Carvalho no ano 2020. O Chefe de Estado que se transformou num dos principais críticos da Justiça e do funcionamento dos tribunais, conseguiu envolver as Nações Unidas, no programa de reforma e modernização da Justiça.

No final do ano 2020, o Presidente da República anunciou a criação do programa para reforma da justiça, com um financiamento das Nações Unidas na ordem de 3 milhões de euros.

No fecho do ano 2020, tendo em mãos as garantias de financiamento do programa, o Presidente da República disse : «Vamos esperar que os agentes da Justiça estejam à altura das mudanças preconizadas no referido programa».

O Téla Nón questionou o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Manuel Silva Cravid, sobre o desafio de reforma e modernização da justiça, lançado pelo Chefe de Estado.

«É um desafio bom. Tenho dito que a reforma da justiça é um processo contínuo. Este ano 2021 é o ano em que vamos levar a bom porto esta reforma», respondeu o Juiz Presidente do Supremo Tribunal de Justiça.

O Juiz Presidente Manuel Silva Gomes Cravid, manifestou-se no entanto preocupado com a nova vaga da COVID-19 que está a assolar o mundo. Um problema sanitário, que na perspectiva do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça pode comprometer a implementação da reforma da justiça acordada com as Nações Unidas, para começar a ser executada em 2021.

«A COVID preocupa , mas vamos trabalhar e é o que pretendemos…», declarou Silva Gomes Cravid.

Acções segundo o Supremo Tribunal de Justiça, já estão em curso, com vista a materialização da reforma.

«Vamos melhorar a procura das pessoas aos tribunais…., e melhorar o ambiente de negócios…..Vamos criar um juízo comercial, de que se fala muito, por causa das empresas e da banca que têm crédito mal parado…», destacou.

O Juiz Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, considera que o juízo comercial a ser criado no quadro da reforma da justiça, vai dar celeridade a todos os processos que envolvem investimentos e o sector privado.

Manuel Silva Gomes Cravid, apontou outras acções já em curso que dão forma ao processo de reforma e modernização da justiça. A formação pela primeira vez no país dos escriturários judiciais e dos oficiais de justiça, é um dos exemplos. «É uma formação de 6 meses e só os melhores é que vão ser seleccionados para trabalhar nos tribunais», precisou.

Num total de 520 candidatos em formação, a maioria licenciados em direito e outras áreas profissionais, os Tribunais só têm vaga para 50 escriturário e oficiais de justiça. Elementos que segundo o Supremo Tribunal de Justiça, provam a grande concorrência que envolve a formação em curso dos funcionários judiciais.

Abel Veiga

    10 comentários

10 comentários

  1. Sem assunto

    21 de Janeiro de 2021 as 18:15

    Flá só
    Malditos homens a governarem a terra abençoada.
    O apóstolo Paulo questiona, numa das suas cartas as congregações sobre a sua supervisão, o seguinte: Tu que dizes fazes?
    Podemos ter financiamentos do tamanho do mundo, porém enquanto os que executam não transcenderem a dimensão mesquinha do homem santomense: roubar para comprar carro, casa em Portugal, roubar para alimentar meretrizes disfarçadas em boquitas, burrice, inveja, preguiça entre outras vícios, nunca iremos ao lado nenhum. Tenho dito!

    • matabala

      22 de Janeiro de 2021 as 13:19

      Bravo!!Muito bem dito

  2. jfernandes

    21 de Janeiro de 2021 as 20:41

    “2021 é o ano da vergonha !

  3. Original

    22 de Janeiro de 2021 as 8:17

    Ano de reforma com os mesmos uniformes?

  4. José António

    22 de Janeiro de 2021 as 8:45

    2021 deveria ser o ano para vocês confessarem toda a pouca vergonha que têm estado a fazer com a justiça em S.Tomé e Príncipe.
    Deveriam é devolver os envelopes de ROSEMA e o povo agradecia
    Bem Haja STP

    • matabala

      22 de Janeiro de 2021 as 11:28

      magnifico comentário meu caro!Concordo 1000%

  5. matabala

    22 de Janeiro de 2021 as 11:36

    Que reforma da justiça??? Com estes mesmos actores de pacotilha??Todos sabem que é este senhor e seus parceiros no STJ funcionam tipo grupo organizado para a maldade, olho gordo, e venha a nós o nosso reino!Todos nós os conhecemos! Daqui não irá sair nada de novo, nem reforma e nem em forma! O que sai é desmandos costumeiros, nepotismo descarado e mérito á incompetencia e aos incompetentes! O que mais me espanta é como é que uma reforma da justiça que tem um financiamento na ordem de 3 milhões de euros pelas Naçoes Unidas se disponibiliza para fazer este papel de bonecos numa peça de tragico-comédia dando dinheiro a estes individuos, sabendo que estão envolvidos em processos de alegada corrupção e outros de perseguição a cidadãos que falam as verdades e pior, não só sabem como ainda mandam para cá orientadores portugueses (aproveitando-se da idoneadade dos mesmos) para dar credibilidade a esta pseudo-fantochada de reforma!!!E ninguém tem vergonha na cara? Também estão a ganhar deste lobby???Triste estas organizações cada vez mais mostram exactamente o que são: um negócio!!!Quanto a nós…ficaremos na mesma ou ainda pior!

  6. Tentado a Ler

    22 de Janeiro de 2021 as 13:13

    Para um assunto de tamnha importancia, as informacoes acima indiciam alguam liviandade.

    Esta reforma que consiste na formacao ‘e bem vinda. No entanto, nao aborda a verdadeira razao da crise na justica. Por exemplo, os que obtem avaliacao “mediocre”,independentemente da categoria a que pertencem, continuam no sistema? Existe um programa alternativo para os mediocres, de modo a “recupera-los”, dependendo de caso? Havera algum mecanismo de aplicacao das recomendacoes saidas da avaliacao? Ha um numero minimo de processos “mal tratados” que indiciam desempenho mediocre e que levam advertencia ao(s) juize(S)/funcionario(s) afins, antes do descalabro(uma especie de watch dog)?

    Pelo que vem tratado no artigo, nada parece indicar que o assunto sera tratado a preto no branco o que carateriza da cegueira, surdez e mudez da justica

  7. Paulo Durães

    22 de Janeiro de 2021 as 16:41

    Vivemos num época de contra-informação, sentimos a presença de propaganda política, a promover aas suas agendas e a influenciar as pessoas. As mentiras instalam-se quando temos pouca experiência nos assuntos, ou falta de conhecimento, outras vezes é a estupidez que prevalece, mesmo quando as evidências estão à frente dos nosso nariz. ~

    Este individuo é do tamanho da sua mediucridade.

    HOSPITAL JÁ!

  8. Andorinha

    23 de Janeiro de 2021 as 14:05

    Nada não é com vocês porque vocês foram estudar para estar ao serviço do governo da vossa cor partidária para perceguir adversários políticos vocês gostam de receber envelopes da Roseana.

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