Política

ONU vai dar apoio técnico, material e financeiro para as eleições presidenciais

Por solicitação do Governo santomense, uma missão das Nações Unidas veio a São Tomé, para avaliar as necessidades do país, em matéria de organização e realização das eleições presidenciais previstas para Julho próximo.

Durante uma semana de trabalho no terreno, a missão da ONU chefiada por Akynemi Adegola, reuniu-se com o Governo e a Assembleia Nacional. Partidos Políticos e o gabinete de apoio ao Presidente da República também foram auscultados pela missão internacional.

«O apoio que nós podemos dar é material, financeiro e assistência técnica com o acompanhamento dos especialistas em questões eleitorais», afirmou Akynemi Adegola numa conferência de imprensa.

No entanto o Chefe da Missão da ONU, manifestou alguma preocupação com o facto de até agora não ter sido possível realizar a investidura dos novos membros da Comissão Eleitoral Nacional.

Segundo Akynemi Adegola, só depois da nova Comissão Eleitoral Nacional entrar em funções, é que se poderá quantificar, ou executar o orçamento para a realização das eleições presidenciais.

«É necessário que se dê resolução à Comissão Eleitoral Nacional para que ela possa começar efectivamente a fazer o seu trabalho. É com a Comissão Eleitoral Nacional, que vamos trabalhar neste processo», afirmou o chefe da missão da ONU.

Realização de um recenseamento eleitoral de raiz, no país e na diáspora é uma das tarefas inscritas no programa eleitoral para 2021.

O mês de Julho que tradicionalmente acolhe as eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe, está cada vez mais próximo.

Enquanto isso os trabalhos técnicos para organização do processo eleitoral, estão em “stand by”, porque os novos membros da Comissão Eleitoral Nacional, eleitos pela Assembleia Nacional em Dezembro de 2020, ainda não tomaram posse.

Tudo indica que a CEN não consegue entrar rapidamente em funcionamento por causa do imbróglio legislativo que foi criado em Dezembro do ano 2020. Um imbróglio legislativo relacionado com o pacote de reforma da lei eleitoral, que depois de ser aprovado pela maioria dos deputados a Assembleia Nacional, acabou por ser vetado pelo Presidente da República.

Abel Veiga

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