Política

“REHDES” uniu Água Grande, Mosteiros de Cabo Verde e Valência de Espanha

REHDES – Reforço Holístico para o Desenvolvimento Sustentado, é o nome do projecto que foi concebido em união de 3 poderes locais, nomeadamente a Câmara Distrital de Água Grande, que administra a cidade de São Tomé, a Câmara Municipal dos Mosteiros de Cabo Verde, e o consórcio da Ribera de Valência Espanha.

A união que busca o desenvolvimento sustentável da cidade de São Tomé, é financiada pela União Europeia. Até agosto do ano 2023, a União Europeia vai investir 2,2 milhões de euros no projecto que vai promover a gestão dos resíduos urbanos, e o lançamento pela primeira vez da economia circular no distrito que alberga quase a metade da população de São Tomé e Príncipe, Água Grande.

O projecto para a cidade de São Tomé, é executado pelo Consórcio da Ribeira de Espanha.

«É  uma honra ter promovido REHDES, este importante projeto de cooperação que visa melhorar o gestão das políticas públicas e serviços públicos no distrito de Água Grande, em especial o serviço de gestão de resíduos. O objetivo é tentar transformar um grave problema em oportunidade de desenvolvimento sustentável», afirmou Txema Peláez Palazón, Presidente do Consórcio da Ribeira.

Para transformar o lixo que actualmente ameaça a saúde pública na cidade de São Tomé, em fonte de rendimento, de combate ao desemprego e a pobreza, o projecto REHDES, vai desenvolver um vasto programa de formação e troca de experiência entre  « entre os parceiros do projeto, que decorrerá tanto em São Tomé como em Espanha (Valência) e em Cabo Verde (Mosteiros, na ilha do Fogo)», precisou Txema Peláez Palazón.

O Consórcio da Ribeira enquanto executor do projecto, promete implementar em São Tomé, um sistema abrangente de recolha de resíduos. Uma experiência piloto, que incluirá a entrada em funções de várias centrais de compostagem e eco-estações de reciclagem do lixo.

«Mas o REHDES é muito mais do que a gestão do “lixo”. É um projecto que vai potenciar a economia circular, abrindo novas oportunidades de emprego, e que vai lutar pela redução da pobreza estrutural da população de São Tomé», concluiu, o Presidente do Consórcio da Ribeira-Espanha.

Parceira no projecto, a Câmara Municipal dos Mosteiros de Cabo Verde, através do seu Presidente Fábio Vieira, manifestou vontade de partilhar experiências com a autarquia santomense de Água Grande.

«Quero aqui enquanto Presidente da Câmara Municipal dos Mosteiros, município cabo-verdiano co-requerente deste projecto, manifestar a nossa exultação em fazer parte deste projecto e poder partilhar as nossas modestas experiências e boas práticas em matéria de gestão de resíduos sólidos, na certeza de que serão úteis para o modelo de gestão de resíduos que se quer desenhar para o distrito de Água Grande em São Tomé e Príncipe», declarou Fábio Vieira.

O Município cabo-verdiano dos Mosteiros, manifestou empenho e determinação na preparação de toda logística de formação e capacitação técnica dos colaboradores de São Tomé e Príncipe, de forma a garantir o sucesso do projecto, «por forma a servir de modelo de referência para outros distritos de São Tomé, e porque não, para outros países africanos que lidam com o mesmo problema», reforçou o Presidente da Câmara Municipal dos Mosteiros.

Fábio Vieira em nome da autarquia de Cabo Verde, disse ao Presidente da Câmara Distrital de Água Grande, que está aberta uma oportunidade de ouro para o poder local santomense, « modernizar todo o sistema de gestão de resíduos sólidos e melhorar a qualidade de vida da população».

José Maria Fonseca, acredita que sim. O Presidente da Câmara Distrital de Água Grande destacou as acções do projecto REHDES, nomeadamente a realização do estudo de viabilidade para construção de «uma pequena central de geração de energia a base de resíduos».

O autarca de Água Grande, distrito sufocado pelo êxodo rural, acredita que pela primeira vez, a cidade de São Tomé, vai dar valor ao lixo.

«O lixo que hoje é queimado a céu aberto e nos incomoda a todos, passará a ser uma matéria-prima de alto valor para outros fins», precisou José Maria Fonseca.

Centro cultural português em São Tomé, recebeu o corpo diplomático dos países membros da União Europeia, o governo santomense representado pelo ministro da presidência Wando Castro, a sociedade civil de Água Grande, e demais convidados internacionais, para lançar o projecto REHDES.

Abel Veiga

    2 comentários

2 comentários

  1. STP

    29 de Abril de 2021 as 15:56

    Estou ansioso por ver quais seram os verdadeiros resultados que este projeto vai trazer e se este se vai aguentar quando o financiamento estrangeiro for embora

  2. Lima

    30 de Abril de 2021 as 8:27

    Os que nos deveriamos fazer como santomenses atentos é : somar esses donativos todos,essas somas todas colossal,enormes que o telanon nos diz que Sao Tome e Principe recebe durante o ano para que cada fim do ano possamos pedir o balanco.O que foram feitos desses montantes todos.Qual é , o avanco desses projetos.Porque uma coisa é projeto outra coisa é ,( uma vez que o projeto foi aceitado,foi validado,tem meios financeiros para por em pratica o dito ou ditos projetos) ja nao se pode continuar a falar de projetos mais sim da realizacao concreta do trbalho.Tens-se dinheiro ,tem-se a mao de oubra,tem-se os materiais entao ,porque razao fala-se sempre de projeto ou projetos.O importante é mostrar o avanco da ou das obras.Porque razao ela nao avanca?Quem é o responsavel da obra e nao mais do projeto ou se é a mesma pessoa ela ou ele tem que publicamente dar contas. Seja numa reuniao publica ou atravez de um meio de comunicacao acessivel a populacao em geral e, aceitar responder as perguntas sobre o porque e o como.As obras ja terminaram?Parou?Porque razao?Quem supervisa essa obra é um nacional,porque em principio so o nacional tem e deve ter interesse para que as coisas avancem no seu pais.Aquele que deu pode ja nao estar interessado ou entao ele recupera o seu dinheiro e tudo so fica no papel sobre forma de lixos justamente.Porque ha muitos projetos lixos porque sao montes de papeis acumulados nas gavenas ou em cima das mesas dos gabinetes e que nao sairam dela e se saiem é para irem aumentar o lixo que se queima em parte para enfumar de maneira real e psicologica, a populacao.Um pais de por volta de 200000 pessoas com tantas senhoras e senhores diplomados do medio ou superior nao deveria estar ainda nesse estado justamente de lixo que cada um vem meter mais lixos dizendo que quer ajudar e que aquele que pediu ajuda nao se ineteressa da ajuda.Quando a ajuda chega da-me impressao que ficam hipnotizados e nao podem ter reacao nenhuma.O que se passa?Empregar santomenses desempregados é dificil?Recencear os formados em varios ramos é dificil?Hoje temos pessoas ,jovens e menos jovens, formados em quase todos os paises do mundo e mesmo na China.Quando eu era crianca dizia-se para teres isso so na China.Ora a China esta tao perto que ja nao é dificil.Santomenses falam todas as linguas do mundo.As linguas nao oficiais mais do pais como nos falamos creolo esses santomenses falam: a lingua de Luxemburgo,da Belgica ,da Corsiga etc etc etc.As linguaas oficiais:ingles,russo,alamao,frances,mandarin,espanhol,italiano,grego nao quero insultar fazendo recordar que temos a lingua oficial que é o portugues.Entao o que se passa?Foram ou nao foram formados?Trabalharam ou nao ,fizeram ou nao estageos com essas linguas todas?Podemos ou nao podemos debater discutir argumentar nessas linguas todas sem necessidade de ter uma ou um intrepte estrangeiro?Senhores e senhoras,jovens e criancas de STP o que aconteceu e o que esta acontecendo conosco?Somos essa princesa que esta a espera do seu principe para lhe acordar com um beijo?Si nao estou no erro diz-se” la belle au bois dormant”?Eu gostaria que fossemos a cinderela.Trabalhar embora a dureza e ter essa possibilidade de vir a ser alguem.

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